sexta-feira, 30 de setembro de 2016

"À espera desse tal murro na mesa": CD Nacional da Madeira vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Partida marcada para sábado, 1 de Outubro, às 20h30. Transmissão Sport TV 1. 

A competição muda e o chip terá de mudar também. Depois de uma viagem a Inglaterra que trouxe na bagagem de volta mais uma derrota, o Futebol Clube volta a ter de fazer as malas e visitar a ilha da Madeira, com o Nacional como adversário. O registo na "pérola do atlântico" não é propriamente positivo, mas o Futebol Clube do Porto regista 7 vitória nas últimas 10 visitas à Choupana. Com ou sem nevoeira, espera-se que o Futebol Clube do Porto consiga alcançar três pontos. Jesús Corona lesionou-se na coxa esqurrda e não viaja com a equipa para a Madeira. Já Adrián ficou de fora da convocatória, aparentemente por opção.

Aposto no seguinte onze:


Nuno Espírito Santo fez esta tarde a antevisão à partida, onde destacou que os jogadores querem "dar um murro na mesa" e reverter a inconsistência revela fora do Estádio do Dragão. Fico à espera desse murro na mesa, desse grito de revolta. Mas confesso que preferia alguma calma, consistência e pensamento lúcido, partindo das lições aprendidas (espero eu) de jogos anteriores. Senão, Einstein terá de vir aqui explicar o conceito de "insanidade". As substituições promovidas por Nuno Espírito Santo frente ao Leicester tiveram um efeito prático na prestação da equipa. Infelizmente, o resultado não se alterou, mas é importante retirar algumas ideias sobre o que é possível fazer frente ao Nacional. Herrera e Diogo Jota entraram em bom plano para os lugares de André André e Adrián. Em particular, o Português poderia ser utilizado como o companheiro de André Silva frente à equipa insular. Se pedir para regressar ao 4-3-3 já parece demasiado, vamos pelo menos apostar nos que poderão ter uma melhor prestação.  

Destaque para mais uma elaborada questão dos jornalistas do zerozero.pt. Desta vez foi José Bragança a estar presente na sala de imprensa, onde abordou, na sua questão, a actual ideia de jogo do Futebol Clube do Porto, com especial atenção para o desenho dentro de campo. Partilho aqui a resposta do Treinador do Futebol Clube do Porto.  


Alguém ficou esclarecido com a resposta do Nuno? Eu não... Mais do que a teoria ou a explicação do Treinador do Futebol Clube do Porto, espero principalmente ver no campo uma estratégia, um desenho e uma dinâmica capaz de vencer a partida. No sábado, e todos os dias. No Estádio do Dragão, e em qualquer campo. Mais do que isso, é "jibber jabber", coisa que o Treinador do Futebol Clube do Porto parece usar e abusar por estes dias quando questionado sobre táctica, algo que parece muito fazer parte do seu processo.

Nota para a muito partilhada entrevista de Geraldão, antigo defesa-central do Futebol Clube do Porto, ao Maisfutebol. Destaco, obviamente, a afirmação que fez meia Naçã Azul e Branca prestar atenção. 

"O FC Porto era intenso em tudo. Um excesso diário: no treino, na entrega, na mensagem, na relação. Fomos orientados a abraçar o lema ‘Contra tudo e contra todos’. No balneário injetaram-nos raiva contra o Benfica e o Sporting. Tínhamos de odiar esses clubes, sempre. E a verdade é que eu, desportivamente, odiei facilmente o Benfica e o Sporting." 

Infelizmente, não posso concordar totalmente com a afirmação. Se o ódio pode ser um combustível bastante explosivo na competição, este pode levar ao descontrolo, realidade que abomino por completo, e que o Futebol moderno repudia. No entanto, sempre concordarei com a intensidade na qual os jogadores do Futebol Clube do Porto devem abordar cada lance, seja contra quem for. Com o orgulho de representarem um Clube vencedor, com o brio profissional que lhes tem de assistir, com a ambição de querem ser melhores que o adversário e vencer. 


Crente. Portista.


Como antevê esta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião. 

Um abraço. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Uma tempestade (quase) perfeita

Actual? Não no Futebol....

Hoje é dia de aniversário. Por isso...  Parabéns Futebol Clube do Porto. 

Em dia de aniversário, uma reflexão, em vez de uma celebração. Porque o slogan carrega uma enorme história, mas demonstra ser cada vez menos actual. Tempos difíceis, aqueles que vivemos. Para qualquer Portista, ser atacado de todas as direcções poderá não ser novidade. Sempre foi hábito de boa parte da imprensa, cada vez mais influenciada por interesses da capital. A isto acresce-se o apito, que perdeu toda a vergonha de, jogo a jogo, favorecer quem sabe que, por muita conversa, publicidade ou basófia, não poderá garantir o sucesso apenas com o "jogo jogado", e prejudicar em todo o campo o Futebol Clube do Porto.

Mesmo assim, o Futebol Clube do Porto sempre soube ter a casa arrumada. Ora, o declínio do Futebol Clube do Porto começa por isso mesmo. Não ter a casa arrumada. Por não ter uma direcção (ou administração) que fala em uníssono. Por não fazer crescer a já ampla vitrine de troféus do Museu. Pela comunicação antiquada e praticamente inexistente. Por deixar que a crescente contestação flua por tudo o que é espaço de comentário sem resposta. Por admitir que bate no fundo, apenas para escavar um pouco mais. Por não se dotar de atributos capazes de fazer elevar novamente o seu emblema. Por não conseguir garantir contas em ordem. Por sistematicamente cometermos todos estes erros, e até repeti-los. Vamos passar por tudo, ponto a ponto.

Não é possível afirmar que o Futebol Clube do Porto tenha a casa arrumada. Tanto a SAD como o Clube renovaram as suas estruturas em 2016 para longos mandatos, mas um os elementos mais importantes já bateu com a porta. No momento em que o número de Vice-Presidentes é reduzido, e poucos meses depois da sua ascensão a Administrador, Antero Henrique pediu a demissão no primeiro de Setembro, depois do fecho do mercado de transferências. O Clube alegou problemas pessoais. As crónicas apontam para outros motivos, como a discordância em matéria de treinadores e até jogadores. Paulo Fonseca e Julen Lopetegui não foram escolhas suas, mas também terá de carregar responsabilidades por elas. Nuno Espírito Santo terá eventualmente sido a gota de água, com a alegada influência de Jorge Mendes nesta escolha ainda mais vincada. Se Antero Henrique ainda discutia com Jorge Nuno Pinto da Costa sobre todas as matérias, Luís Gonçalves já foi descrito por terceiros como um verdadeiro "yes-man". Ninguém precisa deste tipo de braço direito. A sua grande especialidade (contratações) ainda está por provar. A seu tempo.


Com, ou sem problemas pessoais, AH marcou presença no Estádio do Dragão para o derby da Invicta.

Mesmo assim, o Futebol Clube do Porto avança, sem um troféu erguido desde 10 de Agosto de 2013. Até lá, os adeptos do Futebol Clube do Porto foram habituados a sucesso constante e praticamente consecutivo. O actual jejum de 1146 dias irá certamente prolongar-se pelo menos por mais 122 dias, altura da final da Taça de Liga, em 2017. Para dizer que ganhámos alguma coisa, creio que já servia! Este jejum poderia ter sido interrompido por José Peseiro ao dia 1016, mas o esforço de André Silva não chegou para evitar o desempate por grandes penalidades e a Taça de Portugal perdeu-se para o SC Braga.


O cumprimento existiu. Mas aquele viranço repentino de cabeça ainda está para ter uma justificação.

Mesmo perante o insucesso, vemos outros exemplos de que a comunicação pode ser uma arma que atenua até o mais desastrado dos resultados. Quem diria que, depois de duas derrotas fora de portas, a confiança numa equipa que não é campeã desde o início do milénio não estremeça sequer um milímetro, e até sai reforçada? Se o futebol praticado certamente ajuda, os canais de comunicação agressivos e reforçados motivam qualquer adepto, como abafa qualquer contestatário. Ora compare-se esse exemplo com o Futebol Clube do Porto. Se o apito foi novamente protagonista em Tondela, entre mais de 1100 comentários encontra uma vasta maioria de palpites que apontam sempre para a fraca qualidade de futebol aplicado. Mas se quiser testar o cenário, não é difícil. Publique um educado e equilibrado comentário de contestação na página do Facebook do Futebol Clube do Porto e nesse outro clube. E veja os resultados. 



Reacções normais. Piorámos o resultado do ano passado fora de portas. Mas, pelo menos, não embarcámos em mais uma derrota frente ao Tondela. A moeda mostra a sua dupla face, mas não estamos obrigados a ter de apreciar qualquer uma delas. Com efeito, nenhuma é apreciável. Desde quando é que perder pontos com o Tondela, e já experimentámos os três resultados, é minimamente aceitável? Ao analisar as três partidas, onde é que o Futebol Clube do Porto foi capaz de produzir futebol que justificasse um aplauso? Se o fundo foi alcançado a 04 de Abril de 2016, o Futebol Clube do Porto declarou aí o início da sua "pré-temporada", que parece ainda não ter terminado, dada a incapacidade de evitar novo resultado negativo, aliada a uma exibição globalmente deplorável. Aliás, se este último empate está tão fresco na memória que nem se fala de outra coisa, é importante relembrar a também deplorável exibição frente a um Copenhaga que jogou com 10 durante cerca de 30 minutos e foi capaz de arrancar um empate em pleno Estádio do Dragão. Uma tarefa que a Roma foi capaz de fazer, durante uma hora. Já o Leicester jogou com 11 durante 90 minutos. É continuar a explorar novas profundidades no fundo que atingimos no passado mês de Abril. 


Números miseráveis para uma equipa que vale tanto...

E o adepto vai ter de continuar a aguentar. Porque mesmo depois de meses de pré-temporada, as limitações nos disponíveis continuam a existir. Depoitre foi contratado tarde e ainda não se adaptou à dupla que estará sempre obrigado a fazer, se quiser jogar. Nem ele, nem o seu companheiro André Silva. Já a única alternativa a este duo é um jogador que integrou uma das primeiras vagas de dispensados. Então se existe a aposta em dois avançados, porquê a aposta em tamanha quantidade de médios? Óliver já mostrou que terá de ser sempre titular, e terá de ser acompanhado por um elemento de características defensivas que faça reduzir o seu sacrifício defensivo. André André e Herrera vão rodando, mas Rúben Neves e Sérgio Oliveira mal pisam o relvado, e João Teixeira ou Evandro nem têm paradeiro conhecido. Este excesso de opções no meio-campo contrasta com o que acontece nas laterais da defesa. Layún e Alex Telles aguentaram as faixas sem substituto, pois Maxi lesionou-se na partida de Roma, deixando Nuno Espírito Santo sem qualquer alternativa, se precisasse. Mesmo assim, estas vicissitudes do Futebol não retiram qualquer culpa ao actual Treinador do Futebol Clube do Porto por um paupérrimo exemplo de desporto que praticamos. Insistir uma ou duas vezes em algo e compreensível. Já quatro ou cinco é sinal de uma casmurrice inaceitável. Uma mescla de duas tácticas que só seria interessante numa Tese de Doutoramento, suportada por uma dinâmica de jogo arcaica e ineficiente e com intervenientes que, durante largos períodos de tempo, dão a entender que não têm bem ideia do que o que fazer naquele momento. A pressão baixa, a bola longa, o duplo ponta de lança e existência na área não são apanágio do Futebol Clube do Porto nem têm aceitação no plantel actual, que pede mais posse de bola, circulação e menos chuto para a frente, mais penetração em vez de existência na área, mais dinâmica para os virtuosos e rigor para os trabalhadores, num 4-3-3 com domínio no meio-campo, largura, tabela curta e chegada à área a tempo do último passe. Continuo a ter fé em Nuno. Apenas isso: fé. E porque ainda vamos a tempo de corrigir. Mas parte do que é visto no seu Futebol Clube do Porto também já se viu no seu Valência.

Clique AQUI para uma detalhada análise sobre o Valência de Nuno Espírito Santo.

Mais do que isto, o Futebol Clube do Porto prepara-se para admitir que falhou o fair-play financeiro. O Relatório & Contas da SAD referente à época 2015/16 terá de ser apresentado até ao fim deste mês. Guardo qualquer comentário extra para quando realmente avistar os números. A UEFA também aguarda. A situação financeira só não se revela ainda mais deficiente porque o Futebol Clube do Porto entrou na Liga dos Campeões. Se fundos significativos já foram garantidos, cobrindo uma parte do desastre que irá ser o Resultado Líquido, é natural que se ambicione a um encaixe superior com os resultados desportivos. Por agora, não fomos além do encaixe no empate com o Copenhaga, em casa.


O Futebol Clube do Porto segue mais do que frágil. Como um automóvel com mais de três décadas a passar por uma rua de paralelo antigo, danifica-se e perde peça atrás de peça (leia-se pontos) pelo caminho. E então, onde nos podemos agarrar? Na figura do (quase) eterno Presidente do Futebol Clube do Porto? Eis o que o Presidente do Futebol Clube do Porto dizia em Abril, quando descrevia a sua motivação para mais uma candidatura: 


Como adepto, também cheguei ao final da paciência. A mim não me interessa o que já ganhei. O que o Futebol Clube do Porto ganhou é passado. Está no Museu. Candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar a colocá-las como eram"

Se a sua história é recheada de sucesso e bem conhecida, e reconhecida, é também verdade que no Futebol regista-se erro atrás de erro, enquanto se submete a uma órbita de abutres e a assaltos de equipas de quatro. Com a sua liderança subimos até ao topo da Europa e do Mundo, para começar a queda-livre, bater no fundo, e escavar ainda mais. Os sócios acharam por bem reeleger Jorge Nuno Pinto da Costa até 2020. A sua aparição na zona mista do Olímpico de Roma foi apenas um rasgo de quem se queria vangloriar para as câmaras. Falar sobre o apito de Alvalade, Tondela ou do derby da Invicta, nada. Nem uma palavra. 



Em abono da verdade, a tempestade só não é perfeita pois os adeptos continuam a estar cá. E, pese embora os resultados, o Estádio do Dragão continua sem tarjas e com poucos assobios (excepto para o Héctor 'Cristo' Herrera). Porque para reclamar, é preciso estar presente, é preciso ver os jogos, é preciso consumir Futebol Clube do Porto. Quando, depois de mais uma derrota, apenas se ouvirem os consumidores de quem abusa do "Kool-Aid" actual, é sinal que muitos já partiram e que ficámos reduzidos ao bairrismo de antigamente. A pressão do adepto acumula-se a uma viagem a uma ilha que é maldita para o Futebol Clube do Porto. Seja qual for o local, não se admite que continuar a ser ultrapassados por tudo e todos, dentro e fora do relvado. Mais do que perder, o problema maior é ver que se perde sem se realmente jogar para se ganhar. E a passividade, a pasmaceira, a subserviência não pode "fazer parte do processo".


123 anos. Que venham muitos mais. #AcordaPorto


Crente. Portista.

Um abraço.


P.S.: A todos os que não apreciam a seguinte foto manipulada, nem a sua origem, as minhas sinceras desculpas. No entanto, creio ser fundamental compreender que na primeira cai toda a gente. Na segunda só cai quem quer e é fundamental aprender com os erros anteriores. A rotação foi o primeiro erro evidenciado. A casmurrice em insistir num plano de jogo sem sucesso é a mais recente.


Uma página vermelha, bem sei. Uma montagem que até me deu suores frios. Importante para reflectir.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Same old story": Leicester City FC 1x0 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Quando o adversário aperta, o Futebol Clube do Porto claudica. As 15 derrotas e 2 empates em Inglaterra serviram pouco de incentivo para mudar o rumo da história. Vamos ao filme.

Nuno Espírito Santo repetiu o onze que derrotou o Boavista. Foi a primeira  vez esta temporada que o Treinador do Futebol Clube do Porto teve a oportunidade de fazer. O onze e o desenho. 4-4-2 clássico, com Óliver ao lado de Danilo Pereira. André André abria na direita, Otávio na esquerda, mas procurando posições interiores. André Silva mais solto no apoio a Adrián López. A primeira oportunidade é do Futebol Clube do Porto. André Silva é lançado por Otávio que, com a pressão de Kasper Schmeichel, falha o chapéu. Um lançamento de Fuchs cria o pânico na área do Futebol Clube do Porto, com corte de Felipe a mostrar-se crucial. Ambas as equipas demonstravam algum "nervoso miúdinho" de início, com erros de parte a parte em momentos ofensivos decisivos. O ambiente no King Power Stadium era digno de Liga dos Campeões, com alto patrocínio dos cerca de 1500 Portistas presentes. Já depois do minuto 10, Layún é lançado em velocidade, mas Adrián não chega a tempo ao cruzamento rasteiro do mexicano. Do outro lado, o Leicester volta a criar perigo na bola parada. Slimani penteia a bola para Casillas encaixar. Com apenas 15 minutos de jogo, a partida parecia partida e até dividida. E isso favorecia o ímpeto do Leicester. Adrián ainda teve oportunidade para rematar, mas preferiu não o fazer e perder a bola. Ao minuto 25, chega o golo. Frente a Alex Telles, Mahrez descobre espaço para cruzar. Vardy não chega, mas Slimani antecipa-se a um distraído Felipe, e encosta para dentro da baliza. 6º jogo de Slimani a Casillas em 4 partidas. O Leicester sente-se confortável na partida e só através de um livre de Layún. O Dr. Nelson Puga ainda festejou, mas a bola saiu ao lado. Pouco depois, é Alex Telles a tentar assistir Adrián, mas sem sucesso, e assim o Futebol Clube do Porto sair a perder para o intervalo. Nem houve tempo para a marcação de um canto...


Os números da primeira parte, segundo o Goalpoint.pt

Uma primeira parte globalmente medíocre por parte do Futebol Clube do Porto. A entrada positiva não proporcionou o controlo necessário do jogo, favorecendo a forma de jogar do adversário, que, ao contrário do que é seu apanágio, até registou posse de bola equilibrada, algo muito pouco comum. 




Marcano nas covas com Vardy. Felipe sem saber onde estava Slimani. Receita perfeita para o desastre.

O segundo tempo começa com um aviso do Leicester. Com efeito, o Futebol Clube do Porto entrou a dormir na partida, quase a oferecer a bola aos avançados adversários. A linha de pressão continuava baixa e ineficiente. Danilo Pereira arriscou mais do que um amarelo num lance com Slimani. O Futebol Clube do Porto continuava com dificuldades em chegar à baliza contrária, e só através de uma bola parada tentou alvejar a partida. Alex Telles remata por cima. Mais perigoso continua o Leicester, que conseguiu trocar a bola sem oposição em frente à baliza do Futebol Clube do Porto. Mahrez obrigou Casillas a desviar para canto. À hora de jogo, e com o Leicester a massacrar, momento de mexer na equipa. Herrera e Diogo Jota entraram para os lugares de André André e Adrián López. Amartey aproveita para entrar a marcar de forma inequívoca Otávio, mas surpreendentemente o árbitro não fazer sequer qualquer admoestação. Danilo Pereira também voltou a correr riscos já com um amarelo. Pequenas mexidas na forma de jogar iam emprestando uma maior tranquilidade e posse de bola, mas os resultados práticos teimavam em não surgir. Herrera armou o remate de longe, com Schmeichel a desviar para canto. Óliver Torres deu a vaga a Corona para o último quarto de hora, que tem a melhor oportunidade do jogo. Uma defesa incompleta de Kasper Schmeichel dá a oportunidade de Corona disparar, mas a bola, depois de desviar em Albrighton, esbarra no poste. Que perigo! E que azar... O Futebol Clube do Porto deixou tudo para o fim, e não foi capaz de reverter o prejuízo. Houve ainda tempo para um bloqueio de Fuchs a André Silva dar origem a uma falta ofensiva. Uma decisão ridícula que também protegeu a vitória do Leicester. 


Os números de Danilo Pereira nesta partida. E sem a dinâmica que muitos lhe exigem, e que Nuno renega.

(+) 

Danilo Pereira: Na dividida, na raça, no físico. Foi quem aguentou melhor o ímpeto dos adversários. Não foi por ele que perdemos esta partida. 

Layún: Provavelmente o mais intenso e esclarecido do Futebol Clube do Porto. Quer a defender, quer a atacar. Sempre muito participativo no jogo, deu pouco espaço a Albrighton e pressionou Fuchs no processo ofensivo.


(-) 

Adrián López: Há quem diga que é falta de qualidade. Outros dizem que é falta de confiança. Eu terei de arriscar e dizer que é as duas coisas. E por isso não é jogador para defrontar o Leicester em Inglaterra. Já frente ao Boavista, em casa, não fez propriamente um exibição positiva. Frente ao Leicester, praticamente não existiu. Nota: Bueno está no Granada.

NES: Enquanto Nuno Espírito Santo acreditar que é assim que devemos começar todos os jogos, se poderemos fazer história é nos anos de jejum que vamos passar. Aplaudo as substituições, que acabaram por entregar outra dinâmica ao jogo, mas é indispensável que o Treinador do Futebol Clube do Porto se aperceba que esta verdadeira treta dos dois avançados puros na frente não resulta, até porque o Futebol Clube do Porto não tem grandes opções para isso. Já Diogo Jota, um outro tipo de jogador, poderá emprestar um outro espírito a este desenho, que tem forçosamente de se adaptar aos seus intervenientes, e não o seu contrário. Mais bola Nuno! Mais passe curto... Mais circulação... Menos presença fixa na área... Mais penetração... Foi assim que foi possível procurar o empate, embora já muito tarde e com um adversário prevenido.    

Em sentido oposto, os nossos juniores voltaram a vencer na Youth League, desta vez por 2-0, e seguem isolados no primeiro lugar do grupo. 


O site do jornal OJOGO comete um erro fatal com um erro na citação. Original

Nota para as declarações ainda anteriores à partida de Jorge Nuno Pinto da Costa ao Porto Canal, e que fizeram eco, em particular, no jornal OJOGO. Primeiro há que referir que Jorge Nuno Pinto da Costa não disse isto que está escrito. Referiu que passamos por uma fase de transição, e não uma época. Conceitos que, no Futebol, têm interpretações bem diferentes. No entanto, gostaria de alertar o Presidente do Futebol Clube do Porto que, na apresentação de Nuno Espírito Santo, em nenhum momentos lhes foi pedida paciência. Foi-lhes prometido títulos. E é essa a palavra que tanto o Presidente como o Treinador têm de honrar. Já pedir paciência depois da coisa dar um pouco para o torto é de quem procura virar o bico ao prego. Não contem comigo para isso. Claro, ainda vamos muito cedo. Ainda só disputámos 10 partidas oficiais. Mas a própria referência a este pedido de paciência só aponta para a deficiência do caminho que estamos a seguir. Por isso, corrigir enquanto é tempo...


Leicester fez o que queria na primeira. Geriu na segunda. Os números da partida segundo o Goalpoint.pt


Enervado. Crente. Portista.


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Um abraço.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"Estragar a festa": Leicester City FC vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Terça-feira, 27 de Setembro de 2016. Pontapé de saída às 19h45. Transmissão RTP1

O Futebol Clube do Porto não pára e aproxima-se mais uma partida fundamental para as aspirações na competição. Recorde-se que o início foi frente ao Copenhaga, em casa, e com um empate. Logo, todas as partidas fora do Estádio do Dragão ganharam redobrada importância. O Futebol Clube do Porto será o "convidado especial" para a estreia de Leicester como cidade de Liga dos Campeões. Nuno Espírito Santo chamou 20 jogadores para a deslocação a Inglaterra, com especial relevo para o regresso de Maxi aos escolhidos. 

Aposto no seguinte onze:




Nuno Espírito Santo fez a antevisão da partida durante a tarde de segunda-feira e destacou a possibilidade de fazer história, registando a primeira do Futebol Clube do Porto em Inglaterra. Aplaudo o espírito e a ambição, mas espero que o Treinador do Futebol Clube do Porto esteja ciente do adversário que vai enfrentar, que certamente nos vê como o oponente ideal. Irá certamente sentir-se confortável entregando-nos a bola, terá o aspecto físico do seu lado, aceita qualquer bola longa como uma prenda, nunca desistirá de um lance e terá relativa facilidade em iniciar a contra-ofensiva, dado que o Futebol Clube do Porto nem parece ter ordem de pressionar alto e de imediato o portador da bola. Os pontos fortes do Leicester encaixam-se nos pontos fracos da estratégia actual do Futebol Clube do Porto. Por isso, não me sinto confiante de que se possa fazer história. Mas, quando menos se espera, ela acontece... E a intenção é mesmo a vitória e estragar a festa de estreia da cidade na Liga dos Campeões.

Nota para o início de temporada da equipa de Hóquei, com a conquista da Supertaça ao Benfica. O resultado de 13-7 foi brilhante, mas o que mais me ficou na memória foi este momento, quando o resultado já ia interessante. 


Atitude, querer, raça, motivação, paixão, ambição. "Ponho os olhos no hóquei"?

Crente. Portista. 

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Um abraço. 

sábado, 24 de setembro de 2016

"Reviravolta contra 14": Futebol Clube do Porto 3x1 Boavista FC (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto,pt

Claramente os senhores da Sport TV nunca tiveram de enfrentar o trânsito do centro do Porto. Mas, como uma equipa da capital também tinha de jogar à sexta-feira, mesmo fazendo o seu jogo seguinte em casa, o Futebol Clube do Porto foi sacrificado e atirado para o horário das 19h00. Típico... Por isso os primeiros 10 minutos de jogo, bem como o golo sofrido, foram uma completa incógnita para mim... 

Mas vamos ao que vi. O 0-1 sofrido não impediu que o Futebol Clube se impusesse na partida e fosse à procura de um melhor resultado. A pressão subsequente ao golo sofrido foi sufocante. Aquele 4-4-2 em 4-3-3 já habitual, com Adrían a fazer companhia a André Silva na frente, Olíver tinha a batuta e sem extremo direito. A presença no último terço era constante, na busca pelo empate. Otávio dá o primeiro aviso. Depois é Danilo que cabeceia ao poste. O empate acaba por surgir. Otávio pica uma bola extra para André Silva encostar para o 1-1. Brilhante visão de jogo e técnica do brasileiro, com o avançado Português a corresponder da melhor forma. A partir daí, o ritmo de jogo abrandou. André André tinha outras opções, mas acabou a rematar ao lado. Danilo voltou a assustar a baliza do Boavista, mas só através de penalty chega o 2-1. Rasgo de Otávio pela esquerda, com falta dentro da área cometida por Henrique. Da marca, André Silva não treme e confirma a reviravolta, já perto do fim da primeira parte, que fechou sem mais lances a assinalar.


Que NINGUÉM se engane. Ele viu! Ou estava a olhar para lá de olhos fechados?
Se não assinalou, foi porque não quis...

Primeira parte completamente controlada e maioritariamente dominada pelo Futebol Clube do Porto. Simplesmente porque é melhor, mesmo a jogar com menos do que o adversário. Aceleração em busca do empate. Ritmo mais lento a partir daí. O rasgo individual deu a possibilidade de chegar à vantagem.



Classe na assistência, simplicidade na finalização.

Para a segunda parte, um Futebol Clube do Porto mais mole, expectante, gestor. Ao minuto 56, Adrián ia-se isolando, mas o árbitro auxiliar que validou o golo do Boavista decidiu invalidar de forma incorrecta a posição de Adrián, que acaba por trocar com Diogo Jota a 20 minutos do fim. Ao minuto 74, Herrera entra para o lugar de André André. Pouco depois, Diogo Jota reclama falta dentro da área por duas ocasiões. Primeiro recebe uma cotovelada. Noutra situação, ganha a frente ao adversário e recebe uma carga. Nuno Almeida fez vista grossa em ambas as situações. O acumular de desgaste no adversário dá um pouco mais de espaço ao Futebol Clube do Porto. Brahimi rende Otávio para os últimos dez minutos. Até que surge a tranquilidade.  Alex Telles vê premiada umas das muitas incursões ofensivas. O cruzamento-remate passa pelas mãos do guarda-redes Kamran, e assim se sentencia a partida. O brasileiro ainda incendiou as mãos de Kamran na compensação, mas o resultado manteve-se. 


Uma tranquilidade que até soube a pato.

(+)

André Silva: É isto. É muito isto. Perante a oportunidade flagrante, não falhar. Frente ao Boavista encostou para o empate e confirmou a reviravolta através de um castigo máximo. Mesmo em 4-4-2, confesso que me interessa pouco o que faz mais. O que lhe peço é que, em frente ao guarda-redes, não falhe. E não falhou. Felipe foi considerado o melhor em campo, mas André Silva incluiu os três "E" na sua exibição da melhor maneira.

Danilo Pereira: Terá certamente ordens para não subir nem ser mais agressivo. Por isso, parece muitas vezes lento ou até fora da partida. Parecido com um outro também Português, mas da capital. No entanto, do ponto de vista defensivo, foi irrepreensível, com sucessivas recuperações de bola, intercepções e duelos ganhos. Os números repelem qualquer tipo de crítica à sua exibição.

Otávio: Bem, ou mal (muitas mais vezes bem), esteve em praticamente todas do Futebol Clube do Porto. Assistência de classe para o empate e penalty sofrido depois de uma brilhante jogada individual. Nuno Espírito Santo volta a ter especial cuidado com a condição física do brasileiro, sendo que ainda não concluiu 90 minutos de nenhuma partida. 


(-)

Apito: Outra vez este tema?? Não só o fora-de-jogo é claro como ainda existem mais lances de onde o Futebol Clube do Porto pode reclamar. O problema acresce de preocupação quando, mesmo depois de uma vitória, continua a existir uma enorme apatia dos responsáveis do Futebol Clube do Porto em falar sobre o tema. Por isso, lá têm ser outros a fazê-lo. A começar pelas redes sociais, onde os frames dos lances seguem muito fortes! É de continuar. Aliás, sem ler, apostaria que o "Dragões Diário" de sábado comentará o desempenho da equipa de ladroagem... desculpem!, de arbitragem... liderada por Nuno Almeida. Mas não chega. Alguém que perca a vergonha das câmaras, por favor...

NES: Insisto na tola do mesmo prego, com o mesmo martelo, pois novamente existem problemas básicos a reparar. Exige-se ao meio-campo uma maior coesão o mais rapidamente possível. São várias as ocasiões onde o adversário é capaz de encontrar espaço entre o médio mais defensivo e os restantes elementos do meio-campo. Outro problema é o elemento que fecha o lado direito da defesa. Relembro um conceito que já referi anteriormente. A atacar, cada um sabe de si. Faz parte da liberdade do Futebol Clube do Porto decidir quantos atacam em cada zona do terreno. A defender, não é bem assim! Layún já se viu perdido com André Bukia, mas quando Talocha (brilhante nome de jogador da bola) aparecia em apoio, era o cabo dos trabalhos. Felipe aliviou vários cruzamentos com origem nesse desequilibro. Depois, gostaria de apelar a uma maior consistência dos escolhidos nesta fase, para que seja possível, aproveitando uma estrutura mais consistente, incluir mais jogadores numa fase mais posterior da temporada. Nuno Espírito Santo não parece ter problemas em rodar a equipa, pois produzir quatro alterações no onze, depois de ter feito cinco em Tondela. 


Os números desta partida, segundo o Goalpoint.pt

Objectivamente não é possível ainda embalar com esta vitória. Bem gostaria, mas apenas existiu intensidade de elogiar durante os momentos em que o Futebol Clube do Porto estava atrás no marcador. Pese embora a insistência em querer chegar rápido à baliza adversária, os números perante um adversário bem inferior não são totalmente animadores. Terça-feira enfrentaremos um adversário ainda mais lutador, que levará vantagem novamente no capítulo físico, mas que tem muita mais qualidade. Havia até quem já pensasse nisso...

Sem querer retirar o ânimo que esta vitória pode dar, é importante trazer para esta publicação um par de reflexões registadas durante o intervalo. A aposta de Nuno Espírito Santo neste desenho, com dois avançados e uma ala sem dono revela-se demasiado espontânea e pouco planeada. Se o Futebol Clube do Porto apresenta um onze sem um único extremo puro, a aposta constante em 2 avançados não tem soluções em quantidade suficientes. Depoitre era a única alternativa ao duo da frente. Recordo-me de um certo jogador emprestado ao Granada que faria todo sentido estar presente neste plantel. Certamente não seria por falta de qualidade, já que Adrián não demonstra muita, talvez também por falta de confiança. Por outro lado, ao mesmo tempo, verifica-se uma insistência em tentar colocar em prática o que Nuno Espírito Santo declarou no primeiro dia: mais objectividade e rapidez na chegada ao último terço, sem posse apenas pela sua existência. Em teoria, tudo muito certo. Na prática, o actual plantel regista um conjunto de jogadores que alcançam um melhor desempenho quando jogando em posse, e maiores dificuldades quando se insiste no passe longo e jogo mais directo, o que parece ir contra os objectivos do Treinador do Futebol Clube do Porto. Este par de reflexões surgem de forma espontânea, já depois de algumas partidas oficiais. Com ainda mais jogos, será possível fazer uma análise mais profunda da matéria.

Nota para a presença de Antero Henrique na zona VIP do Estádio do Dragão. Ainda bem que os "motivos de ordem pessoal" que o levou a abandonar os cargos que desempenhava no Futebol Clube do Porto não o impedem de ir à bola. Pouco habituado à zona VIP do Futebol Clube do Porto durante os jogos, já que se sentava sempre no banco de suplentes, será que se encontrou com o Alex? Por falar nele, nem sabem da melhor que ouvi hoje na bancada. Havia quem invocasse Alex como a razão pela qual Brahimi não se transferiu, devido à comissão de 2.500.000,00€ que exigiu. Brilhante momento de gossip de intervalo...


AH was not impressed....


Crente. Portista.


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Um abraço.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"Football 1.01": Futebol Clube do Porto vs Boavista FC (antevisão)

Jogo marcado para sexta-feira, dia 23, com início às 19h00. Transmissão Sport TV

Calma... Aqui ninguém vai tentar dar uma lição de futebol a ninguém. Só se for o Futebol Clube do Porto ao Boavista no campo, na sexta-feira. Mas já dizia uma ex-Professora de matemática na Faculdade: "Se não sabes o que fazer, faz o que sabes". Por isso, há que começar pelo básico. O mais básico. E é isso que peço a Nuno Espírito Santo. O básico. Sem pedir que todos os jogadores tenham de saber os 52 processos cada um dos que compõem o onze têm de decorar, compreender e colocar em prática. Sim, acredito que já chegou a esse ponto de complexidade. Por isso, apostar num par de instruções simples, e deixar os homens fazerem o resto. Maxi Pereira já treina com os companheiros, mas ainda não deve ser opção para o Treinador do Futebol Clube do Porto, que terá de manter a concentração no derby de sexta-feira, e não a deixar-se desviar para outros compromissos a meio da semana seguinte. 

Aposto no seguinte onze: 




O mais básico dos básicos. Os onze teoricamente mais fortes neste momento, com um desenho teoricamente conhecido e confortável. Pese embora o jogo físico que certamente o adversário irá trazer, não vejo porque não apostar em Rúben Neves, depois da partida positiva que rubricou frente ao Tondela. A meu ver, os restantes deixam pouca margem para questões, ora pela qualidade, ora pela ausência de alternativa mais credível. 

O Futebol Clube do Porto via, até ao jogo contra o Vitória, uma ligeira curva ascendente na qualidade. Maior registo de dinâmica, bom pensamento ofensivo, organização no seu último reduto. No entanto, com pormenores ainda por corrigir, nomeadamente a menor agressividade e a inconsistência da linha de pressão, que se demonstra volátil e muitas vezes recuada. Esses problemas acentuaram-se e os atributos positivos perderam a sua presença, dando sequência a dois empates muito pouco prováveis, à entrada para o relvado. Também por isso, que ninguém se esqueça que este é jogo grande na cidade! Confesso que esta rivalidade assiste-me menos que a amigos Portistas mais velhos, mas isso não retira importância à partida, aos três pontos em disputa, e, acima de tudo, à imaculada imagem que temos de deixar. Porque uma questão toda a gente pode colocar. Já dúvidas mais afincadas, espero que nunca as tenhas de levantar sobre Nuno Espírito Santo.

Nota para uma frase que me ficou na mente, aquando da antevisão que o Treinador do Futebol Clube do Porto fez à partida.


"Quando nos sentimos injustiçados, não nos podemos calar." 

Há que referir que Nuno Espírito Santo nunca foi homem de grandes reclamações contra o apito, dando a entender que alguém já lhe deu o toque para comportar-se de outra forma. Nunca esperei que entrasse nas conferências de imprensa para falar mais sobre o apito do que da bola, algo que já aconteceu com outros que já ocuparam a cadeira de sonho onde se senta. Relembro que isso nunca deve ser responsabilidade do Treinador do Futebol Clube do Porto (nem de uma newsletter), mas sim para outros elementos, a começar por aquele se senta ao seu lado sempre que se fala aos jornalistas, passando por quem toma decisões sobre o Futebol e a terminar no lugar mais alto da hierarquia. Desses elementos, silêncio absoluto. 


Crente. Portista.


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Um abraço. #VaiNaFé

domingo, 18 de setembro de 2016

"A incerteza, a miséria e o desespero": CD Tondela 0x0 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Num fim de tarde solarengo, o Futebol Clube do Porto deslocou-se a Tondela para não ir além do nulo. Nuno Espírito Santo operou uma significativa revolução no onze, desenhando-o em 4-4-2. Boly apareceu ao lado de Felipe no centro da defesa. Rúben Neves fez dupla com André André no meio-campo. Otávio manteve-se no flanco esquerdo, com Brahimi a estrear-se no onze do lado direito. Um móvel André Silva teve a companhia de Depoitre na frente de ataque. Na escolha de campo, o Futebol Clube do Porto escolheu... jogar de frente para o Sol.

A primeira oportunidade surgiu para o Futebol Clube do Porto. Depoitre acaba por aproveitar mal a sobre de uma disputa de bola entre Cláudio Ramos (guarda-redes do Tondela) e André Silva. A sua recepção é deficiente e a oportunidade de alvejar a baliza perde-se. Pouco depois, o avançado Português também tentou de longe, mas sem precisão. A posse de bola foi-se acumulado, mas as oportunidades não existiam. De assinalar, apenas foi isto. Muita posse, maior iniciativa, mas o apito do árbitro levou um nulo sem oportunidades para o intervalo.


Números magros... Porque futebol e oportunidades nada... Goalpoint.pt
Uma primeira parte onde existiu imensa dificuldade em construir, apenas verificando-se maior dinamismo quando os laterais se envolviam no processo ofensivo, mas sem soluções para penetrar no último terço de um Tondela muito fechado, mas a praticar um jogo duro não penalizado por Hugo Miguel. André Silva registou o único remate registável do Futebol Clube do Porto, de longe, e sem acertar na baliza. Quase que dava para puxar uma soneca. Tendo em conta a aposta em dois avançados, esperava-se um maior esforço em cruzar, algo que não aconteceu de todo, curiosamente durante toda a partida.

Nuno Espírito Santo não mexeu para o segundo tempo. O Futebol Clube do Porto passou a atacar de costas para o Sol, mas foi o Tondela a assustar através de uma bola parada. O jogo estava dividido, por isso Óliver foi o primeiro a ser lançado, antes da hora de jogo, para render Brahimi. André André e André Silva dividiam as suas atenções ao lado direito. À hora de jogo, o primeiro cruzamento assinalável do Futebol Clube do Porto. O esforço de Layún chega à cabeça de Depoitre, mas o belga não consegue baixar o cabeceamento. Com pouco mais para acrescentar, Nuno Espírito Santo acaba por substituí-lo por Adrián López. Depois de um falhanço de Boly, Murillo tem a oportunidade da partida, mas felizmente acerta em Casillas. Que perigo! O Futebol Clube do Porto tentou responder através de Adrián, que pica a bola por cima da defesa para tentar servir André Silva. O cabeceamento sai fraco e desenquadrado. Corona foi a última opção para Nuno Espírito Santo para os últimos 10 minutos, que rendeu Otávio. O desgaste acumulava-se e organização baixava. E por isso o Futebol Clube do Porto registava maior iniciativa, e remata pela primeira vez à baliza ao minuto 82. André Silva é isolado por Óliver, mas permite a defesa de Cláudio Ramos (guarda-redes do Tondela). Logo a seguir, André Silva volta a estar em frente à baliza, mas o remate sai ao lado. A pressão aumenta para o últimos minutos, com mais cinco de compensação. Corona consegue furar pela esquerda e cruza para Adrián, que apenas penteia a bola e cabeceia ao lado. A seguir, Óliver isola o compatriota, mas, também atrapalhado pelo defesa adversário, não faz mais do que acertar no guarda-redes contrário. E foi isto... O Tondela segurou o nulo com sucesso até ao fim.


(+)

Adeptos: Incansáveis, uma vez mais. Hora e meia de apoio incondicional e dominante nas bancadas do Estádio João Cardoso. Eram a banda sonora e o ânimo numa emissão Sport TV de conteúdo (falo do futebol jogado no relvado, obviamente) globalmente fraco. 

Óliver: O jogador que fez mexer o Futebol Clube do Porto. Com a batuta, colocou alguma ordem e uma maior intensidade no jogo. Quis assistir André Silva e Adrián, mas faltou a ambos classe na finalização.

Rúben Neves: À falta de maior qualidade na construção a meio-campo, recorreu ao passe longo e foi o jogador que mais desarmes conseguiu durante a partida. Não é nenhum Danilo Pereira no momento defensivo, mas o "recorte técnico-táctico" superior, aliado a bons níveis de concentração, contribuiu para uma exibição individual positiva, quando em comparação com os colegas.   


(-)

André Silva: Não é possível falhar assim desta forma. Foram duas oportunidades claras à frente da baliza. Se Depoitre foi uma nódoa enquanto esteve em campo, teve apenas uma situação passível de poder finalizar. Já o avançado Português esteve na cara do golo por três ocasiões. Num jogo onde as oportunidades escasseavam, o erro acaba por ser ainda mais notado. 

NES: Isto de martelar sempre no mesmo até fica mal. Mas, na evidente existência de razão, para quê esconder? Rotação no onze sem necessidade e a fazer lembrar Lopetegui, um futebol miserável durante cerca de 70 minutos e o desespero da procura com o coração, e não com a cabeça, o golo que esteve perto uma mão cheia de vezes. Embora apenas na 5ª jornada, é um momento onde começo a levantar as primeiras dúvidas sobre a capacidade de Nuno Espírito Santo estar à frente do Futebol Clube do Porto. Ainda estamos no início, mas confesso que já esperava algo melhor.

Nota para a estreia de Boly. Depois de um primeiro tempo relativamente seguro, a segunda parte trouxe um Tondela mais arrojada e um Boly mais exposto ao erro, que aconteceu por três ocasiões, uma delas que ofereceu uma oportunidade flagrante. Chegou a assustar, mas não foi por ele que perdemos dois pontos.

As estatísticas da partida, segundo o Goalpoint.pt
Esta partida puxou imenso pelo sono. Porque, na realidade, só me apetecia dormir, tal foi o aborrecimento que era ver a primeira parte. O último quarto de hora tirou algum peso da pestana, mas, ao mesmo tempo, desejava que isto não passasse de um sonho. Porque empatámos em Tondela. Será que, depois do empate em casa frente ao Copenhaga, batemos no fundo? Sexta-feira há derby da Invicta. E estarei lá, claro. Há que apoiar durante a partida, se queremos aplaudir no sucesso, ou cobrar no falhanço.


Crente. Portista


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Um abraço. 

"Oportunidade para redenção": CD Tondela vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Partida marcada para domingo, 18 de Setembro de 2016, com início às 18 horas. Transmissão Sport TV.

Há quem diga que, após um desaire em campo, quer-se voltar o mais depressa possível à competição. Pois, quatro dia depois, surge uma oportunidade para limpar a má imagem da partida a contar para a Liga dos Campeões. Maxi Pereira continua a ser o único jogador indisponível para Nuno Espírito Santo.

Aposto no seguinte onze:



Pelo valor, pela forma, pela qualidade, este não seria o meu onze. Mas, ao mesmo tempo, há que voltar a testar os mesmos, obrigando-os a reagir e a corrigir a péssima partida frente ao Copenhaga. Se o raspanete, que espero que tenha ocorrido logo após a partida, não serviu, o Tondela não perdoará a passividade do meio da semana. Nem em 4-4-2, nem em 4-3-3.

Em antevisão à partida de domingo, Nuno Espírito Santo garantiu que a partida da Liga dos Campeões esta esquecida. Para os adeptos, creio que ainda está fresco na mente. Por isso, exige-se uma resposta. Não à altura do adversário, mas do clube que representam. Na época passada, a deslocação a Tondela ficou-se por Aveiro. Brahimi acertou no ângulo e Casillas defendeu um penalty. Em casa, batemos no fundo. Por isso, oportunidade ainda maior para a redenção, eliminar quaisquer dúvidas e dizer "presente"! 

Porque temos de ir com tudo. Sem poupança, dúvida ou receio.

Que ninguém se esqueça do que o que se passou no Estádio do Dragão, há coisas de 5 meses.



Crente. Portista.


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Um abraço. #VaiNaFé"