quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Bem-vindo de volta Óliver! Trazes o Benji?"

De regresso a uma casa onde nunca devia ter saído.

Como se os sorrisos dos Portistas já não fossem rasgados, Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, decidiu fazer uma aparição na zona mista após a partida no Olímpico de Roma para, entre muitos insultos, vários respostas, e bocas em todas as direcções, responder às questões dos jornalistas sobre possíveis transferências. Negando a entrada de qualquer dos “200 centrais” anunciados pela imprensa, sublinhou que era preciso estar atento ao Aeroporto pois era possível um regresso a curto-prazo: Óliver Torres aterrou ontem, por volta da hora do almoço, na cidade do Porto e foi apresentado hoje como reforço do Futebol Clube do Porto. 


O comunicado da SAD do Futebol Clube do Porto à CMVM. Original aqui.

Esta transferência, novamente por empréstimo, mas com opção de compra obrigatória, é a primeira contratação sonante do Futebol Clube do Porto, e que promete ser um verdadeiro reforço para a posição, deixada refém pelo próprio, quando retornou ao Atlético de Madrid. Foram poucos os detalhes comunicados à CMVM. Há quem fale em 20.000.000,00€ de opção de compra. Há quem diga 2.000.000,00€ agora mais 16.000.000,00€ no acto da compra. Teremos de esperar por confirmações.

De toda a forma, lanço a discussão sobre os detalhes, ou falta deles, deste comunicado. Comecemos pelo final: a opção de compra. Então ela é obrigatória ou não? Depois, o período de empréstimo. Quanto mais tempo Óliver Torres for jogador do Futebol Clube do Porto, tanto melhor! De toda a maneira, questiono-me sobre o porquê dos 18 meses, e não 12 ou 24, por exemplo. 

Lanço a minha teoria inicial, que ainda está por ser confirmada. O Futebol Clube do Porto tem a intenção de contratar em definitivo Óliver Torres. No entanto, verificou dois possíveis problemas. Primeiro, a possibilidade de um lançamento de uma provisão devido a um gasto que vai incorrer de forma obrigatória na contratação do jogador, pois já sabe que vai ter esse custo mais lá para a frente. Depois, a problemática do fair-play financeiro. Se é verdade que o problema da época passada ainda está por ser ultrapassado, um repetido tropeço nas regras da UEFA teria repercussões ainda mais devastadores. Nesse sentido, há que novamente adiar o incorrer do custo propriamente dito durante mais alguns meses. Sigo confiante na criatividade do Departamento do Planeamento Financeiro e Controlo de Gestão da SAD do Futebol Clube do Porto em fazer caber este avultado investimento em Óliver.

Ainda a propósto de Óliver, gostaria de deixar uma questão para debate. Este foi o onze inicial do Futebol Clube do Porto 2-0 Nacional da Madeira, realizado a 1 de Novembro de 2014. Menos de dois anos depois, todos já foram ou procuram colocação. Óliver já foi, mas foi o único a regressar. Dá que pensar onde acertámos, e onde errámos. Julgo que saberá o que fizemos mais...

Muito mudou em pouco mais de 20 meses.
O Benji é apenas uma menção à série televisiva "Captain Tsubasa". Descansem, pois o Futebol Clube do Porto não anda à procura de guarda-redes. Aliás, para este Óliver, já temos um Benji na baliza, internacional, muito experiente, e que se dá com todos. Falo, claro, de Iker Casillas, que esteve em almoço com o ex-Treinador do Futebol Clube do Porto e actual seleccionador de Espanha (LOL) Julen Lopetegui.

Foto muito badalada ontem, em Espanha. Algum leitor reconhece este local?

Se um guarda-redes não será, poderá ser outro jogador do Atlético de Madrid, pelos vistos dispensado por Diego Simeone, a fazer a mesma viagem de Óliver Torres. Falo, obviamente de Diogo Jota. O extremo recém-contratado ao Paços de Ferreira negou um possível ingresso no Benfica e voou para a capital espanhola para assinar pelo vice-campeão Europeu. Agora, poderá estar de regresso a Portugal. Recentemente foi iniciada uma discussão sobre a sua cor clubísitca. Se é verdade que isso será contraposto pelo seu profissionalismo, é natural que as suas declarações inflamem qualquer adepto. Claro, é jovem... E "benfiquista doente". A questão é saber se Diogo Jota é o extremo que queremos... Ou se não há dinheiro para mais. Se haverá algum "Benji" a surgir nos próximos dias, esse poderá fazer o rumo oposto a Martins Indi, se realmente o holandês for parar a Liverpool. Um palpite, nada mais. Veremos se acerto no "saco". 

A união da W52-FC Porto-Porto Canal poderá ser posta à provra em Doha, nos Mundiais de ciclismo.

Nota para o convite da União Ciclista Internacional à W52-FC Porto-Porto Canal para participar no contra-relógio por equipas dos Campeonatos do Mundo desta ano, a realizar em Doha, no Qatar. Espero que a equipa aceite um raro e prestigiante convite, dado que seria a primeira equipa Portuguesa a participar nesta competição. Um convite que não aparece por acaso, e que cimenta a fantástica prestação da equipa ao longo desta temporada de 2016. Esperemos que Nuno Ribeiro aceite o convite.

E o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões? Nada mau... Três campeões nacionais no caminho do Futebol Clube do Porto. Máximo respeito pelos adversários, mas com esperança no apuramento. Começamos em casa frente ao Copenhaga, e fechamos também no Estádio do Dragão frente ao Leicester.


Crente. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.


Vamos lá, Roberto Carlos. Procura bem a que está mais quente.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

“Pressão à boca do túnel, como Campeões”: AS Roma 0x3 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Felicidade. Satisfação. Alívio. Na próxima quinta-feira, o Futebol Clube do Porto estará no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, junto dos melhores, e como recordistas, ao lado de Barcelona e Real Madrid. Para isso, contribuiu uma exibição personalizada, destemida e corajosa.

Nuno Espírito Santo apostou nos onze jogadores que lhe davam mais confiança para a partida. Mas é a Roma que começa novamente melhor a partida. Nainggolan deu o primeiro para defesa apertada de Casillas. Responde rapidamente o Futebol Clube do Porto por André André. A pressão alta Azul e Branca, uma novidade na estratégia para esta temporada, dá a primeira oportunidade ao Português, mas o remate sai frouxo. Desenho dentro de campo que variou de acordo com a posição de André André. Ora ao lado de Herrera em 4-3-3, ora mais pressionante em 4-4-2. Ao minuto 8, surge o golo. Otávio ganha falta perto do último reduto adversário e é o próprio que serve nas alturas Felipe para o 0-1. Máxima eficácia do defesa-central brasileiro, que se redime do auto-golo da primeira-mão. Uma nova recuperação em terrenos adiantados deu a Corona uma possibilidade de remate. A Roma reage e devolve a pressão ao Futebol Clube do Porto, com Salah a ter a melhor oportunidade e a fazer brilhar Iker Casillas. Na ressaca do lance, De Rossi entra com tudo sobre Maxi Pereira. O árbitro da partida não tem dúvidas e dá ordem de expulsão ao capitão da Roma. Futebol Clube do Porto em vantagem no resultado, e no campo. Maxi Pereira sai do lance lesionado e tem de ser substituído por Layún.

Bela primeira parte do Futebol Clube do Porto. Não pela arte, ou pelo engenho. Mas sim pela postura. Surpreendente pressão "à boca do túnel" desde o primeiro minuto a surtir efeito, com o adversário a ter enormes dificuldades para sair a jogar, pese embora a maior posse de bola. O golo surge na bola parada, num momento de eficácia igualmente pouco comum. É verdade que a Roma contrapôs e também apertou, mas a expulsão adiou tudo para a segunda parte. Estava tudo tranquilo, tudo favorável.

Felipe escreveu no resultado uma evidente superioridade do Futebol Clube do Porto logo aos 5 minutos. 

No segundo tempo, Nuno Espírito Santo não mexeu na equipa. Ao minuto 50, outra cacetada de um jogador da Roma. O árbitro não tem dúvidas e expulsa Emerson. Roma com 9, mas não desiste. Em contra-ataque, o Futebol Clube do Porto procura o golo da tranquilidade. André Silva tenta assistir Otávio, que remata forte, mas ao lado. O brasileiro, já amarelado, deu lugar a Sérgio Oliveira pouco depois, que entra em campo para levar amarelo. Mesmo com menos dois elementos, a Roma cria perigo e é Layún a tirar o pão da boca a Perotti. Na resposta, Herrera e André Silva tentam dilatar a vantagem, mas sem sucesso. O Futebol Clube do Porto tentar colocar "gelo" no jogo e circular a bola já no último terço, mas raramente o consegue. Sérgio Oliveira atira à figura mas Nainggolan e Perotti vão criando problemas à defesa do Futebol Clube do Porto. Nuno troca André Silva por Adrián, mas é a Roma que está mais próxima da baliza, com os perigosos do costume. Comentava com um amigo que Nuno esteve mal nas substituições, com Adrían e Sérgio Oliveira a entrarem mal na partida. Embora de forma forçada, é do banco que sai o golo da tranquilidade. Herrera lança Layún em contra-ataque, que ultrapassa um adiantado Szczesny e finaliza para o 0-2. Tudo muito mais tranquilo e questão arrumada logo a seguir. Mais um contra-ataque rápido frente a uma Roma perdida no campo, com Corona a ser lançado em velocidade, que tira Manolas do caminho e dispara para o 0-3. Nainggolan ainda tenta de longe, mas o destino estava traçado.

(+)

Felipe: Pelo golo, pelo trabalho defensivo, o melhor em campo. Perante as tentativas da Roma, e mais concentrado do que o habitual, foi o que menos claudicou na defesa do Futebol Clube do Porto, contribuindo para as redes invioláveis guardadas por Iker Casillas.

André André: Pressão alta... altíssima! Com alto patrocínio do Português. Não deixava a Roma sair do seu reduto. Hora e meia de enorme esforço do Português, principalmente sem bola. Com bola, foi pouco feliz.

Corona: O mexicano vai acordando para a melhor forma. Quer a atacar, já que facturou, quer na recuperação de bola, onde foi o mais capaz.

Layún: E é isto... É muito isto! Um golo. Um corte decisivo. 5 intercepções. Números defensivos e ofensivos fantásticos do mexicano que jogou pouco mais de 45 minutos. Pela possível lesão de Maxi Pereira (à hora a que escrevo não tenho qualquer informação concreta), poderá ter de assumir o lugar. A meu ver, está mais do que preparado.

(-)

Sérgio Oliveira: Rendeu o amarelado Otávio, para rapidamente ficar na mesma situação. Não conseguiu emprestar a tranquilidade necessária num momento em que se verificava uma vantagem no terreno e no marcador. Já Rúben Neves não saiu do banco...

O Goalpoint.pt deu destaque à excelente exibição do lateral mexicano.

Foi favorável, mas até podia ter sido um pouco mais tranquilo. Não vale a pena mentir: a partida correu-nos de feição. O desenvolvimento do jogo foi-nos claramente favorável. Merecemos por chegar à vantagem, fruto de uma atitude e estratégia bem diferentes da habitual. Pressão alta, forte, ambiciosa, capaz de retirar clarividência e tempo ao adversário. Foi por aí que desequilibrámos a partida. Uma antítese do que se tinha passado no Estádio do Dragão. 11 contra 11, o Futebol Clube do Porto era mais unido, mais junto, mais equipa. Contra 9 ainda perdeu alguma noção do jogo, mas rapidamente a recuperou com o 0-2.  Domingo rola novamente, em Alvalade. E vamos com tudo.


Crente. Portista.


O que acho da partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

"All in": AS Roma vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Jogo marcado para terça-feira, 23 de Agosto, com início às 19h45. Transmissão RTP1.

Alguém queria uma final? Não é um título que está em jogo, mas pode significar muito mais. Jogamos demasiado numa só partida. O Futebol Clube do Porto desloca-se à capital italiana para tentar reverter o empate a uma bola registado no Estádio do Dragão. Se o jogo em casa já se tinha demonstrado muito complicado, o ambiente do Olímpico de Roma só dificultará a tarefa de quem tem de reverter um resultado. Nuno Espírito Santo chamou 20 jogadores, incluindo Evandro, que foi baixa de última hora no passado sábado.


Aposto no seguinte onze:



Palpito que não fugirá muito disto. Um onze equilibrado, com elementos que justificam a aposta e com a confiança de Nuno Espírito Santo. No banco, algumas opções para mexer, para trás, ou para a frente. A batalha pelo miolo do terreno será novamente decisiva. O primeiro jogo demonstrou isso claramente. Espero que o Treinador do Futebol Clube do Porto tenha aprendido com os erros e possa corrigir a organização da equipa, a fim de podermos competir durante hora e meia frente a um poderoso adversário.

A história não se verifica favorável para o Futebol Clube do Porto. 3 empates a 1 bola em casa deram sempre direito a derrota na segunda-mão. Bayern Munique, Chelsea e Inter não facilitaram no seu reduto e venceram para seguir em frente na fase a eliminar da Liga dos Campeões. O adversário é diferente, a fase da competição também. Mas o terreno mostra-se novamente inclinado. De toda a maneira, há que sublinhar um outro dado: o Futebol Clube do Porto nunca foi eliminado por equipas da capital italiana.

Nota para a oficialização de Josué no Galatasary por empréstimo, com opção de compra ainda por publicitar. Um abraço, Josué. O teu clube do coração nunca foi capaz de tratar-te tão bem como tu o trataste. Coisas da vida de um futebolista... Ainda nem sei porque renovaste. Já os rumores sobre Brahimi no Everton ou Arsenal, Aboubakar no Besiktas, Indi entre a Turquia e Inglaterra ou as chegadas de Óliver ou Diogo Jota requerem confirmação e pouco comentário. O início da competição já não permitem mais palpites para o ar. Ontem o jornal AS deu conta da presença normal de ambos no treino do Atlético de Madrid. Política diferente da do Futebol Clube do Porto.

Ao contrário do que Nuno Espírito Santo apregoou, teremos novamente o país maioritariamente contra nós. Só mesmo a Nação Portista apoiará o Futebol Clube do Porto na tentativa de adicionar um terceira equipa Portuguesa ao sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas é possível. Só temos de, em Roma, ser Porto... Só!


Crente. Portista.


Quais são as suas expectativas para este jogo? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

domingo, 21 de agosto de 2016

“Resultado magro, exibição gorda”: Futebol Clube do Porto 1x0 GD Estoril Praia (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Mais um jogo de campeonato, mais uma vitória. Suada, sofrida, mas só pelo resultado. Evandro e Depoitre foram baixas de última hora e não fizeram parte das escolhas de Nuno Espírito Santo, que confiou em Rúben Neves e Silvestre Varela. Layún substituiu o castigado Alex Telles e Corona regressou ao onze.

Desde o início, o Futebol Clube do Porto assumiu uma posição dominante na partida. A partir daí raramente abrandou e as oportunidades sucederam-se. Ao minuto 7, Layún prova que procura quem quer. 3 cabeceamento levam enorme perigo à baliza de Moreira. Mescla entre 4-3-3 e 4-4-2, com Otávio a ter liberdade total no miolo. Corona na esquerda e Varela na direita. Herrera mais junto ao Rúben Neves. Só dá Futebol Clube do Porto. O Estoril alivia como pode e põe-se a frente de remates de Otávio, Varela e André Silva. Joga-se bem. Falta só facturar. Layún até assiste o adversário a ver se ajuda. Dankler cabeceia a trave da sua própria baliza. Varela, na recarga, envia por cima. André Silva também não responde da melhor forma aos cruzamentos, ora de Corona, ora de Varela. O português teve mais duas oportunidades nos últimos 5 minutos mas o nulo persistiu ao intervalo.

Durante o interregno tempo para saudar a equipa que venceu a volta a Portugal e apresentar equipas das modalidades de Basquetebol e Hóquei em Patins.

Os heróis da Volta a Portugal foram recebidos por um agradecido Estádio do Dragão. Foto de José Lacerda.

Para a segunda parte, Adrián rende Varela. Desenha-se um 4-4-2 com Otávio na esquerda e Corona na direita. O festival de oportunidades falhadas continua. Isolado, André Silva falha na recepção. Depois é Adrián que cabeceia por cima. À hora de jogo André Silva volta a ter o golo no pé.  O nervosismo apega-se da bancada. André André e Sérgio Oliveira entram para os lugares de Herrera e Otávio nos último 20 minutos da partida. Espelha-se um renovado 4-3-3 no terreno, com Adrián a cair para a faixa esquerda. As bolas vão sendo servidas para a grande área adversária, mas a finalização não sai. André Silva não chega. Sérgio Oliveira falha a cabeça. Ao minuto 84, finalmente o golo. Layún olha, compreende a movimentação de André Silva, tiras as medidas do cruzamento e executa. O menino-de-ouro mete a cabeça à bola e desvia-a sem hipóteses para Moreira. Estava inaugurado o marcador e colocada alguma justiça no resultado. André Silva ainda poderia ter dilatado a vantagem, mas teve a oposição de Moreira. O minuto 9o trouxe 3 minutos extra e uma aproximação do Estoril, mas o jogo rapidamente chegou ao seu fim.


Um sentimento de emoção... e alivio!!! Muito se trabalhou em campo para este golo...

(+)

Layún: Coloca a bola onde quer e foram várias as assistências que só não terminaram em golo fruto da incompetência na finalização. O nosso Mezut Özil está em forma e pronto a servir.

Corona: Talvez o melhor em campo. Enérgico, participativo, pró-activo, destemido, motivado. Creio que demonstra que está preparado para uma semana com dois grandes desafios.

(-)

Otávio: um jogo menos positivo do brasileiro, que teve a oportunidade de começar a partida no centro do terreno. Se, no primeiro tempo, foi capaz de criar calafrios à defesa do Estoril, recebendo, dando e circulando com critério, a mudança de posição no segundo tempo tirou-lhe protagonismo, acabando por ser substituído. Terça-feira também será dia.

Herrera: Voltou a sentir enormes dificuldades para comandar o jogo do Futebol Clube do Porto, que procurou o ritmo através de outros elementos. Viu-se outra energia e outro critério assim que André André entrou em campo. Veremos as opções tácticas de Nuno Espírito Santo para a próxima partida.

Varela: E que tal João Teixeira? Não?


Especial foco para André Silva. Quinto jogo oficial consecutivo a marcar. Uma vez mais foi decisivo a mexer o marcador, o único capaz de facturar no meio de tanta oportunidade falhada. Uma vez mais falhou uma meia dúzia de situações claras de golo. Também importante foi a sua renovação, que o Futebol Clube do Porto se apressou a anunciar depois da partida, com detalhes que já tinha m sido revelados na antevisão a esta partida. Faltou saber quanto é que o empresário do jogador recebeu como recompensa.

Globalmente, foi uma exibição muita conseguida do Futebol Clube do Porto. Defesa segura e sem grandes preocupações ao longo da partida. Meio-campo dinâmico durante grande parte do tempo e que beneficiou com as substituições feitas por Nuno Espírito Santo, que não esperou por milagres ou pelo adversário para mexer na partida, numa pró-actividade de elogiar. Claro que o resultado é manifestamente curto e não espelha o que se passou dentro de campo. Mas tudo poderia ter sido diferente se o árbitro tivesse apitado uma falta sobre Silvestre Varela dentro da grande área, logo aos 5 minutos. Apontamento também para a capacidade da equipa rapidamente se formatar dentro de campo de acordo com as alterações. Parece haver quem ainda não compreende todos os ajustes necessários. As decisões são tomadas e o processo de aprendizagem continua. A raça, o querer, a dedicação e a motivação foram constantes ao longo da hora e meia. Bravo!

Os números desta partida, segundo o Goalpoint.pt

Nota final para o iminente regresso de Óliver, jogador por quem já admiti especial apreço. Muito satisfeito pelo fecho deste negócio, que já podia ter sido feito há cerca de um mês, caso o Futebol Clube do Porto conseguisse pagar o custo do empréstimo na altura (havia quem falasse em 2.000.000,00€). Situação semelhante aconteceu com Luciano Vietto. Ao contrário do Futebol Clube do Porto, o Sevilha teve 3.000.000,00€ para apresentar pelo seu empréstimo e garantiu o jogador. Pese embora esta importante adição ao plantel de Nuno Espírito Santo, ressalto dois factos cruciais. Primeiro, este negócio cria uma nova obrigação (16.000.000,00€, provavelmente em tranches) a que o Futebol Clube do Porto terá de fazer face no futuro próximo, altura em que também terá vários pagamentos a fazer. Espero que Fernando Gomes tenha feito as contas... Depois, não é o centro do terreno que está mais carente de reforços. Talvez por isso, na mesma página do jornal O JOGO, surjam os nomes de Atsu e Diogo Jota. Confesso que um defesa-central seria a minha principal prioridade, mas até ao fim do mercado ainda pode surgir. Quem sabe...


Um adversário bem diferente da Roma, mas fizemos o que nos competia. Agora, venham eles!!


Crente. Portista.


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Um abraço.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

"3 dias depois, a sede por 3 pontos": Futebol Clube do Porto vs GD Estoril Praia (antevisão)

Jogo marcado para sábado, 20 de Agosto, às 20h30. Transmissão Sport TV

Depois de um tropeção que ainda não deu direito a queda frente à Roma, o Futebol Clube do Porto volta rapidamente à competição, com a recepção ao Estoril Praia, em mais uma partida a contar para o Campeonato. Não há tempo para uma recuperação plena, e se o pensamento já parece estar na segunda-mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões, o foco do Futebol Clube do Porto passará primeiro pelo adversário deste sábado. Mesmo no início, a sede por conquistar mais três pontos é constante. 

Com espírito criativo, e olhando para Roma, aposto no seguinte onze:


Aposto em várias mudanças nos escolhidos de Nuno Espírito Santo. Alex Telles está castigado e dará lugar a Layún. Mas tudo o resto se mantém igual no reduto mais reduado. Para a frente, começará a rotação. Não será por causa do choro que Rúben Neves será titular, mas creio que assumirá a posição de um atarantado Danilo Pereira. O capitão Herrera parece ser indiscutível, mas Evandro poderá render André André, com Adrián a ser novamente titular e a ver Corona do lado oposto a apoiar André Silva. João Teixeira também poderia ser aposta, mas vou com isto. Nuno Espírito Santo afirmou na conferência de imprensa de antevisão à partida que conta com todos. No entanto, creio que, fora este conjunto de jogadores que citei, Nuno Espírito Santo só confiará em Depoitre. Bueno aparenta ter perdido qualquer corrida, e quem confiaria em Varela? Já Diego Reyes nem é chamado. O grupo parece cada vez mais reduzido e sem adições à vista... Sem convocatória,  só se tiram as teimas perto da hora do jogo. De toda a maneira, tem de "chegar" para o Estoril. Oportunidade para uns brilharem e outros descansarem, dentro das decisões que são necessárias tomar e que fazem parte do processo... não é Mister?

No Estádio do Dragão aparecerá um Estoril cauteloso, mas desejoso de não acumular nova derrota na Campeonato. Nesse sentido, há que entrar forte, destemido e preparado para assumir cedo o controlo total da partida. Se possível, resolver rápido o resultado e fazer a gestão de esforço crucial neste momento da temporada, pois o mais importante é mesmo a conquista dos três pontos!

Abro espaço para considerações rápidas sobre a ordem do dia. Rafa podia ter assinado pelo Futebol Clube do Porto a meio da tarde de ontem, mas acabou por não o fazer. O Futebol Clube do Porto queria o jogador mas, como se diz na gíria, foi "comido de cebolada" pelo rival. O paradigma definitivamente mudou. Nós, que fomos habituados a conseguir os melhores negócios sobre o rival, como Falcão, Álvaro Pereira, Danilo, Alex Sandro, James ou Lisandro López, fomos ultrapassados por uma proposta melhor. Em abono da verdade, o Futebol Clube do Porto não tem, neste momento, capacidade financeira para os valores que estavam em cima da mesa. De toda a maneira, fez-se ao negócio, sabendo perfeitamente onde se ia meter... e falhou! A meu ver, o jogador só é caro se não render. Até podia custar 20 milhões. Se jogasse bem todos os jogos, ninguém se lembrava disso. Não vale a pena voltar atrás a dizer que agora é mau, ou caro, ou judas. O Futebol Clube do Porto foi batido pelo Benfica e Rafa, em vez de parar na cidade do Porto durante a tarde, seguiu viagem para Lisboa. Há quem exija um corte de relações com o SC Braga. Estupidez, a meu ver. Mas será inteligente continuar a enviar jogadores para Braga? Uma discussão filosófica para outra publicação. Pelo menos, a epopeia Rafa acabou, mas esta questão impõe-se: estava pensada uma alternativa a Rafa? 

Talvez pelo falhanço neste contratação existam rumores de que Antero Henrique estaria de saída. Existem ainda muitos factores por considerar. A incapacidade financeira, onde é Fernando Gomes o principal culpado, a escancarada porta de entrada na Liga Europa, o desempenho deplorável no mercado de transferências, a chegada de um treinador "agenciado" por Jorge Mendes (Jorge Nuno Pinto da Costa até o obrigou a aparecer na fotografia) e as constantes bicadas de Alexandre Pinto da Costa em tudo o que é negócio. Tenho total certeza de que Antero Henrique não vai a lado nenhum. Se é verdade que parece haver "galos" a mais no galinheiro, também é verdade que o milho é bom o suficiente para não se rejeitar. Até alterar a liderança, ninguém vai a lado nenhum.


Frente ao Estoril, obviamente que estarei lá, crente de que é possível somar 3 pontos.


Crente. Portista.


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Um abraço.

P.S.: Ouvi para aí que o André Silva vai renovar até 2021, com cláusula de rescisão de 60.000.000,00€, mas com o empresário Jorge Mendes a receber 10% do passe. A confirmar-se, é mais um assalto ao património do Futebol Clube do Porto, mas que o Portista e o Clube já está habituado, como já referido na edição do Economato sobre André Silva, e que só espelha a urgência que o Futebol Clube do Porto tem em renovar com o jogador.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Não chega, Nuno...”: Futebol Clube do Porto 1x1 AS Roma (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Outro adversário, outra cantiga. Depois da vitória sempre moralizadora em Vila do Conde, o Futebol Clube do Porto procurava novo resultado positivo, desta vez frente a um adversário bem diferente, naquele que era a partida mais importante da temporada. 

Nuno Espírito Santo optou por mexer no onze que venceu em Vila do Conde, subtraindo Corona para incluir Adrián Lopez (de dispensado a titular no jogo mais importante da época... quem diria!). Mas o desenho era o mesmo. Herrera fechou à direita e Otávio continuava no flanco esquerdo, com André André a fazer companhia a Danilo Pereira.

Na antevisão pedi apenas que o Futebol Clube do Porto não se encolhesse. Ora, foi exactamente assim que os escolhidos de Nuno Espírito Santo entraram em campo: encolhidos. Uma Roma autoritária entra com todo o gás e cria perigo por Salah. Depois é Casillas que faz asneira da grossa e dá uma prenda a Dzeko. Felizmente, Alex Telles consegue cortar em cima da linha. O espanhol também mostrou alguma hesitação frente a Juan Jesus. O golo ia sendo adiado até que Felipe decide introduzir a bola dentro da baliza de Casillas. Lance infeliz do brasileiro, que não teve reacção suficiente para evitar o auto-golo. 20 minutos totalmente entregues ao adversário, e o resultado poderia estar bem mais desfavorável. 

O Futebol Clube do Porto reage através de André Silva, que remata para a defesa de Alisson. Uma segunda bola ainda surge nos pés de Otávio, que remata por cima. Mas é Salah que volta a ter o golos nos pés, e por duas ocasiões, a juntar a uma terceira de Nainggolan. Casillas evitou sempre 0 0-2. Do outro lado, Otávio tira Florenzi do caminho e corta para o meio mas remate sai disparatado. Ao minuto 40, André Silva é lançado na frente pelo brasileiro. Vermaelen faz falta perigosa à entrada da área e recebe o segundo amarelo da partida e ordem de expulsão. A conversão do livre não passa da barreira. André Silva ainda tenta servir André André, mas o remate sai froxo. Ao cair do pano um cruzamento de Alex Telles encontra a mão de Juan. Björn Kuipers não consulta nenhum auxiliar e deixa seguir o jogo de forma incorrecta. 

Primeira parte controlada e muitas vezes dominada pela Roma. Com o golo sofrido, abrandou, mas não deixou de criar perigo. Futebol Clube do Porto recuperou mais perto do fim, mas a vantagem forasteira era justa até ao momento, com um meio-campo a carburar e a dominar o seu espaço do terreno. O resultado até podia estar mais desnivelado. 


Os números do primeiro tempo pelo GoalPoint.pt.

Para a segunda parte, o desenho é diferente. É Adrián que abre na direita em 4-3-3. A polémica instala-se ao minuto 50. Adrián introduz a bola na baliza mas é assinalado tardiamente fora-de-jogo. Dada a confusão da jogada, apenas uma análise mais cuidada podia ditar uma conclusão, por isso aceita-se a dúvida e a decisão do árbitro. Logo a seguir, André Silva cabeceia sozinho ao lado. O desenho muda novamente. O Futebol Clube do Porto encontra maior no losango do 4-4-2 com Otávio livre no centro do terreno. Nainggolan e Florenzi tentam de longe. Otávio também. Mas só depois de nova mão dentro da grande área (desta vez, Emerson) há indicação de penalty por parte de Björn Kuipers. Da marca, André Silva converte com classe e empata a partida. Logo a seguir, Felipe vai à frente cabecear por cima. O minuto 66 chega com a troca de André André por Layún, que assume a marcação das bolas paradas para Felipe repetir a dose. O relógio começa a pesar. André Silva acerta mal na bola. Já Adrián, nem na baliza. O último quarto de hora traz (FINALMENTE) Corona para o lugar de Adrián. Otávio tem na cabeça o 2-1 a passe de Herrera, mas acerta em Alisson. Cede pouco depois o lugar a Evandro. Em cima dos 90 minutos, mais uma incursão de Alex Telles resulta em bom serviço para André Silva, que escandalosamente não consegue encostar. O jogo não termina sem estalada perto da área do Futebol Clube do Porto. Björn Kuipers ainda dá direito à marcação do livre mas Casillas encaixa e rapidamente acaba-se a partida.

Segunda parte bem melhor, obviamente. Mau era... Contra 10! Só deu Futebol Clube do Porto no segundo tempo. André André subiu imenso de rendimento. Herrera também apareceu melhor. Otávio era um perigo constante. E oportunidades não faltaram... Pecou-se na finalização. Só mesmo da marca dos 11 metros, até porque acertar na baliza parecia uma tarefa hercúlea. Ora porque parecia pequena demais, ora pelo caminho obstruído.



(+)

Alex Telles: Para mim, o melhor em campo do Futebol Clube do Porto. Quer a atacar, quer a defender. O mais constante, mais participativo, mais incisivo. Também pelo pé esquerdo dominante, compreende-se a confiança que Nuno Espírito Santo deposita nele, em detrimento de Layún.

Otávio: Jogo em crescendo do brasileiro na sua estreia no Estádio do Dragão. Brilhou principalmente no segundo tempo, quando teve oportunidade de jogar no centro do terreno. Mesmo contra o adversário encolhido, jogou, fez jogar, e teve o golo nos pés e na cabeça.

(-)

André Silva: Algum dia tinha de começar a cobrança. Converteu o penalty com a tranquilidade que não teve em Vila do Conde e trabalhou, e muito! Garra e luta que até expulsaram Vermaelen e contribuiu para a sua bela partida. Mas faltou, a meu ver, o mais importante: acertar o trio de oportunidades claras em frente à baliza. Porque é isso que se pede a um ponta-de-lança: em frente à baliza, não falhar. E falhou, mais do que uma vez. Era possível construir outro resultado caso a sua competência fosse superior. 

NES: Cobro já hoje porque ainda vamos cedo na temporada, era o jogo mais importante da época, foi dia de enchente no Estádio do Dragão, tenho esperança no seu sucesso e ainda há tempo para correcções. Mas há coisas que não se compreendem! No primeiro tempo, alterou os protagonistas sem justificação, Mas com o mesmo desenho e postura. Pressão só em meio-campo. Os primeiros trinta minutos foram da Roma porque simplesmente não tivemos réplica. Há que pedir mais, Nuno. Ainda por cima em casa... Já no segundo tempo, trocou o desenho, mas sem o risco que se exigia perante um resultado manifestamente desfavorável. Contra 1o, Nuno!! Sem medo, e ir para cima deles, pah! Ainda por cima com Salah a jogar "bola" e Nainggolan esgotado a partir da hora de jogo e não se arrisca??? Nem falo da indecisão entre Rúben Neves e Evandro (naquela altura, quem é que decide em função da decisão do adversário???). Mas porque não João Teixeira?? Como o jogo estava, era altura de apostar nos craques. E tirar o Maxi, por favor! Quando se tem o melhor jogador do Futebol Clube do Porto da época passada no banco, dificilmente se compreende a presença de Maxi em campo. Vamos lá, Nuno. Ainda vamos a tempo...

Foi uma enorme desilusão. Pela lenta e desorganizada entrada no recinto. Pela atitude demonstrada. Pelo resultado curto. Havia quem questionasse a qualidade do adversário de hoje. Creio que todos que o faziam criaram novo respeito pela Roma. Queria que não fosse assim. Que fossemos capazes de controlar o adversário no nosso próprio reduto e viajar para a capital italiana com um resultado favorável. No Olímpico de Roma, entraremos em desvantagem, e é bem possível que haja Futebol Clube do Porto à quinta-feira, na SIC. Porque, ainda que seja possível reverter, o que vimos não chega, Nuno.


Crente. Portista.


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Um abraço. #VaiNaFé

terça-feira, 16 de agosto de 2016

"Nuno, Somos Porto?": Futebol Clube do Porto vs AS Roma (antevisão)

Partida com início às 19h45. Transmissão RTP.

Sem querer desprezar o Rio Ave, nem os três pontos conquistados, amanhã é muito a sério. De qualquer forma que queiramos interpretar o desafio que se avizinha, pela reputação da competição ou pelo encaixe financeiro, é 

Bjorn Kuipers será o árbitro desta partida. Curiosamente também apitou o Lille 0x1 Futebol Clube do Porto no play-off da Liga dos Campeões de 2014/15. Nuno Espírito Santo ainda não divulgou a convocatória para a partida frente à Roma, mas forçosamente terá de mexer, dado que Depoitre não pode competir neste play-off.

Sem surpresas, aposto no seguinte onze.



Mesmo depois da expulsão de Alex Telles, as desconcentrações e sucessivas faltas de Felipe, ou a falta de intensidade do meio-campo, este é o melhor onze do Futebol Clube do Porto e aquele que tem maiores probabilidades de tirar da frente do caminho este perigoso adversário e dar um passo em frente na qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Para isso, confio no trio de ataque que tem brilhado nesta primeira fase da temporada. Otávio, Corona e André Silva terão de ser um perigo constante para a defesa adversária e estarão obrigados a facturar para continuarmos a sonhar com a próxima fase da competição.

A Roma irá estrear-se em competições oficiais apenas esta quarta-feira. Registou 4 vitórias em 4 jogos de pré-temporada, com destaque para o triunfo sobre o Liverpool, durante a digressão pelo Canadá. O 4-3-3 tem sido o desenho preferido do treinador Luciano Spalletti, que optou por chamar todos os 23 disponíveis para a visita ao Estádio do Dragão. O conjunto italiano apresenta muitos argumentos em todos os sectores do terreno e as boas partidas de preparação indicam aquilo todos antevêem: uma primeira mão extremamente complicada frente a um adversário igualmente ambicioso, preparado para o desafio à sua frente e capaz de desequilibrar o resultado rapidamente.

Mesmo tendo em conta o que já disse, exijo apenas algo ao Futebol Clube do Porto e a Nuno Espírito Santo: que não se encolha!! Falta ou ou dois reforços cruciais que nunca mais chegam? Paciência... O adversário provou na pré-temporada que tem boa equipa e tivemos azar no sorteio? Paciência... O Herrera vai ser assobiado ao primeiro passe falhado? Meu amigo... Frente à Roma exige-se a ambição de ter uma intenção: ganhar! Com fé, com confiança e com coragem, SER PORTO!


Mais um inspirado trabalho de Bruno Sousa.

Crente. Portista.


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Um abraço. #VaiNaFé

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“O primeiro de muitos passos…”: Rio Ave FC 1x3 Futebol Clube do Porto (crónica)


Ficha de jogo completa em fcporto.pt

O Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito entrou na competição de amarelo e a vencer. Recorde-se que o Treinador do Futebol Clube do Porto nunca tinha conseguido entrar a vencer enquanto treinador do Rio Ave e do Valência. Hoje, o registo foi diferente. Do Futebol Clube do Porto não saiu qualquer comunicado com a convocatória, mas Nuno Espírito Santo optou por manter o onze que saiu iniciou a partida frente ao Villareal. No banco deixou José Sá, Layún, Varela, Rúben Neves, Evandro, Adrián Lopéz e Depoitre.


Contam-se três caras novas no primeiro onze do Futebol Clube do Porto na Liga NOS. Duas na defesa. Um delas foi a primeira a criar perigo. Alex Telles cruza rasteiro que não encontra um companheiro. A seguir Herrera toca bem para Otávio, que desmarca André André. Este serve André Silva que não só finaliza pelo corte do seu marcador. Na conversão do canto subsequente, nem Danilo nem André André conseguem encontrar a baliza. Maior iniciativa do Futebol Clube do Porto, sem perder muito tempo para chegar ao último terço do terreno. Perto do quarto de hora surge Casillas em campo, a encaixar um remate de Tarantini. Depois foi André Silva a precisar de mais uns centímetros para desviar o livre de Otávio. Altura que não faltam aos centrais do Futebol Clube do Porto. Foram vários os cruzamentos aliviados pela dupla. A partida equilibra-se e o perigo para as balizas escasseia. Pelo Rio Ave foi de livre, depois de falta em sítio perigoso de Alex Telles. Pelo Futebol Clube do Porto a dupla Otávio e André Silva tenta repetir ocasiões de outras partidas. Ambas sem sucesso. De um canto, surge o golo do Rio Ave. Heldon aponta ao primeiro poste. André Silva parece não saltar tudo e Felipe chega atrasado. Marcelo não perdoa e inaugura o marcador. Logo a seguir, Gil Dias dança sobre Herrera e tenta o segundo. Casillas garantiu que a bola não ia para a baliza. O Futebol Clube do Porto responde com o empate. Alex Teles arranca o cruzamento. O cabeceamento de André Silva acaba por assistir Corona que, em voo, dispara para o 1-1. Tal com o Rio Ave, o Futebol Clube do Porto tenta marcar novamente, com Danilo a procurar Corona. A recepção é magistral mas o remate com o pé esquerdo sai ao poste da baliza de Cássio. A partida chega empatada ao intervalo.

Partida de futebol interessante e equilibrada, sem que nenhuma equipa se esconda do jogo, mas com poucas oportunidades. Apesar de ter sofrido primeiro, o Futebol Clube do Porto não se ressentiu, respondeu e foi à procura de dar a volta ao marcador. E podia tê-lo feito. Mas faltou intensidade aos homens do meio-campo, principalmente a André André e a Herrera.



Crucial golo de Corona num momento em que o Futebol Clube do Porto precisava de responder.


Antes do segundo tempo, espaço para um aquecimento mais intenso do Futebol Clube do Porto. A partida recomeça sem alterações. André Silva demonstra competitividade mas é Herrera que acorda para a partida, ao minuto 52. Que disparo do mexicano, sem hipótese para Cássio. O 1-3 até podia ter acontecido logo a seguir. O cruzamento não é o melhor, mas André Silva também não cabeceia da melhor forma e a bola sai fraca e desenquadrada. Há cada vez mais espaço para o Futebol Clube do Porto e Alex Telles lança Otávio em contra-ataque. Marcelo só o pára já dentro da área. A grande penalidade é assinalada e Marcelo é expulso. Na conversão, André Silva ainda permite a defesa a Cássio mas não falha na recarga. Vantagem confortável ao minuto 62. Aos 66 minutos o árbitro Fábio Veríssimo interpreta que Alex Telles agride Héldon, mostra-lhe o segundo amarelo e dá-lhe ordem de expulsão. 10 para 10, o equilíbrio é perdido e o Rio Ave procura reduzir, mas não aparece ninguém para finalizar. Nuno Espírito Santo reage e troca Otávio por Layún e a partida arrefece e o Futebol Clube do Porto entra em gestão de esforço. Para os últimos 15 minutos, outra estreia. Depoitre entra para o lugar de André Silva. Ao minuto 82, é promovido o regresso de Ádrian Lopéz para o lugar de Corona. Casillas ainda tem tempo para brilhar, opondo-se a dois remates potentes de João Novais. Depois a remate forte de Pedrinho. A gestão do Futebol Clube do Porto leva à manutenção do resultado até fim do jogo.



O capitão do Futebol Clube do Porto desbloqueou a partida.


(+) 

Otávio: para mim, o melhor em campo. Numa construção ainda pouco intensa, foi o mais rápido e o que mais facilmente encontrava soluções. O seu posicionamento num flanco não o perturbou, mas também poderia emprestar outro critério à equipa se partisse do centro do terreno. Uma mudança a ponderar, caso ainda apareça um reforço para o flanco.

Corona: Belo jogo do mexicano.  Não só pelo golo, mas também pela qualidade de jogo, e movimentação no último terço do terreno. A imitar o início da temporada passada, será crucial nos confrontos importantes que se avizinham.


(-)

André André: Mesmo tendo em conta a fase da temporada, é preciso mais intensidade. Caso contrário, a equipa ressente-se, tal como aconteceu hoje durante o primeiro tempo. Postura a melhorar em próximas partidas. Com o desbloquear do jogo, imperou uma maior tranquilidade na sua contribuição.

Felipe: Talvez o clima de estreia tenha influenciado a prestação do brasileiro. Sempre algo intranquilo e constantemente faltoso. Na quarta-feira, os adversários serão outros e poderão ser menos perdulários. Exige-se maior compostura.

Alex Telles: Outra estreia menos conseguida, e apenas prejudicada pelos pormenores. Na primeira parte, deixou escapar Héldon, foi amarelado e ofereceu um livre perigoso. Na segunda parte, os gestos com os braços de a Héldon a possibilidade de fazer espectáculo e arrancar a sua expulsão. Pormenores que estragaram a sua exibição, globalmente positiva.

André Silva ainda tremeu, mas acabou por fazer o resultado final. Daqui para a frente, sem medo!

Nota para a grande presença dos adeptos em Vila do Conde. A venda tardia dos bilhetes para visitante não impediu que os adeptos os esgotassem e que ocupassem quase na totalidade a bancada destinada aos visitantes. Um cenário de apoio incondicional demonstrado pelas câmaras da Sport TV durante toda a partida.

À quarta temporada como Treinador Principal, Nuno Espírito Santo entra a ganhar. Era o resultado que se exigia, e o primeiro passo está dado. O primeiro de muitos numa competição bastante longa. Uma vitória decidida nos pormenores e na qualidade individual. A seguir, a Roma.


Crente. Portista.

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Um abraço.


P.S.: Na 1ª jornada, os mais atentos ao trabalho do apito já têm um momento para apontar no caderno. Começou cedo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"Agora, a doer": Rio Ave FC vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Partida como início marcado para a 20h30. Transmissão Sport TV.

Desde o dia 28 de Junho que Nuno Espírito Santo prepara este momento. Foram quase uma centena de treinos, 8 jogos de preparação, 6 caras novas (até ao momento) e cerca de 40 rejeitados. Finalmente chegou o momento do início da competição em 2016/17. O calendário ditou uma deslocação curta, mas muito complicada a Vila do Conde. É certo que o Futebol Clube do Porto tem um histórico positivo no Estádio dos Arcos. É preciso recuar até 2004 para ver a sua última derrota no reduto do Rio Ave. Desde então, apenas um empate em 2012, curiosamente com Nuno Espírito Santo no banco contrário. O resto é só vitórias.

À hora a que escrevo, o Treinador do Futebol Clube do Porto ainda não divulgou a lista de convocado, pois às 11 horas de sexta-feira ainda haverá treino, para afinar a máquina antes do arranque à noite. É crucial começar bem. 

Aposto no seguinte onze, o primeiro oficial de Nuno Espírito Santo:


Um onze que, em principio, não trará quaisquer surpresas a Portistas atentos. A base que começou em Guimarães e os mesmos que começaram frente ao Villareal. Nuno Espírito Santo conhece bem este adversário e os cantos à casa do Estádio dos Arcos. Provavelmente melhor do que o adversário que se irá sentar no outro banco, Nuno Capucho, que talvez ainda se sentisse mais em casa no Olival do que em Vila do Conde.

Se o Rio Ave já começou a competir, o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída a partir das 20h30 de sexta-feira. Essa vantagem poderá ser importante, principalmente nos minutos finais, se o calor que se fez sentir no jogo de apresentação se mantiver. Quanto à organização, ritmo de jogo e postura dentro de campo, sigo crente e confiante no trabalho de Nuno Espírito Santo. Um Futebol Clube do Porto empenhado, seguro e com iniciativa. Agora não há desculpas. Força, rapazes!


Nuno Espírito Santo absolutamente magnânimo na sua primeira conferência de imprensa de antevisão.

Nota final para homens e mulheres que vestem de vermelho, mas que cuidam de todos nós. Neste momento, milhares de bombeiros combatem as chamas que consomem o nosso país. Aqui fica a minha humilde palavra de agradecimento pelo esforço e dedicação de cada um.


Crente. Portista.


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Um abraço. 

#VaiNaFé