domingo, 6 de novembro de 2016

"Como se estivesse escrito nas estrelas": Futebol Clube do Porto 1x1 SL Benfica (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Durante 92 minutos construí uma publicação na minha mente que seria tudo aquilo que EU tinha para dizer sobre esta partida, e que resultaria no maior orgasmo blogueiro da história deste espaço. 


Se calhar o relembrar de um desenho para explicar tudo o que vem a seguir...

O Futebol Clube do Porto fez uns excelentes 60 minutos de futebol de ataque, cheio de intenção e suportado por muito compromisso, cooperação, comunicação, união, determinação e atitude. A consequência apenas apareceu quando o mais vermelho dos azuis enfiou a bola pelo buraco da agulha. Depois Nuno Espírito Santo perdeu toda a visão e apostou na atitude de quem é pequeno, recuando para segurar o resultado. E o Futebol Clube do Porto assim o fez. Seguro, unido e sacrificado. O que aconteceu na compensação é apenas o espelho do jogador, do treinador e do adversário. Do jogador que é mal-amado com razão, do treinador que teve mentalidade de equipa pequena e não procurar o golo da segurança, e do adversário que depende do colo e da imensa sorte para conseguir resultados. Tudo isto se encontrou, e o empate aconteceu... Como se estivesse escrito nas estrelas. Sem assobios, sem apupos. Fomos com tudo, e não ganhámos.



Os números desta partida, segundo o Goalpoint.pt

Confesso que ainda não consegui ver se fomos ou não roubados, mas também não desejo escrever muito mais, preferindo citar de pessoas com mais poder, influência e responsabilidade, para reflexão sobre quem nos dirige e lidera.

"Em relação ao Futebol, há muito tempo que não via um grupo tão identificado com os valores do Futebol Clube do Porto. E esse é um trabalho que é feito dia-a-dia, e que tivemos que encarar de frente, porque de facto reconheci que estava-se a perder um bocadinho dessa honra de ser do Porto, de ser um jogador à Porto".

"É verdade que bateu no fundo. Mas não quer dizer que bateu lá no inferno. O meu fundo é que é muito alto. Se não estiver no topo, para mim já e fundo. (...) O nosso objectivo é estar no topo, e não estar no topo é bater no fundo."

"O que vos posso garantir já no domingo é que o Futebol Clube do Porto vai entrar (em campo) só com um pensamento: ganhar. Só com um objectivo: ganhar. E só admitimos ganhar"

"Se não existirem profissionais do assobio, nós vamos ganhar ao Benfica."

(sobre Herrera) "80% de 30.000.000,00€ são 24.000.000,00€. Foi uma opção. Foi uma estratégia não vender os jogadores. E não estou arrependido."

"Só pago comissões quando me levam jogadores que eu tenho interesse em vender." 

"Rigor, Competência, Ambição e Paixão. São estes os quatro pilares. Se um destes falhar, tudo pode ruir. Todo o trabalho de décadas que se tem construído pode cair."  


Será que ainda há quem acredite que estamos, neste momento, a ser bem dirigidos, bem orientados, bem liderados??

11 dias sem Futebol Clube do Porto, aos quais se acrescem mais 15 dias e três partida fora do Estádio do Dragão. Pode ser que nos faça bem. A mim certamente que fará para digerir tudo. De toda a maneira, exijo que alguém dê a cara! O Presidente do Futebol Clube do Porto preferiu continuar em silêncio.


Desiludido. Descrente. Portista.


Como viu esta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

 Calma jovem, onde é que vais??? Ganhaste alguma coisa???

sábado, 5 de novembro de 2016

"Momento decisivo": Futebol Clube do Porto vs SL Benfica (antevisão)

Jogo marcado para Domingo, 06 de Novembro de 2016, com início às 18h00. Transmissão SportTV

Bem, meus caros... Cá estámos, não é? A decisão não foge de domingo. Pode parecer prematuro, mas o momento decisivo chega já domingo. Ou seguimos na batalha, ou perdemos a guerra. Há seis anos, quando foi uma mão cheia, também sabíamos que, à 10ª jornada, já não nos ia fugir. E, uma volta depois, não fugiu mesmo e fomos Campeões. Hoje estamos do lado oposto. Nuno Espírito Santo tem todo o plantel à disposição e segue para o Clássico na máxima força, sabendo da sua importância e pensando apenas nos três pontos.

A aposta para domingo.

Confesso que li alguns palpites sobre a possibilidade de incluir Layún e Maxi no onze. Concordo com os argumentos apresentados, mas terei de alertar para a importância que o Treinador do Futebol Clube do Porto dá às suas próprias ideias e ao seu nível de casmurrice. Por outro lado, Nuno Espírito Santo ainda não testou essa solução em competição. Mesmo olhando para o jogo frente ao Club Brugge, não foi essa a disposição. Por isso, confio que Nuno Espírito irá confiar nas suas ideias, nos seus princípios, na sua estratégia. E apresentará o seu onze. E tomará todas as consequências por isso. Boas, esperemos.

O Futebol Clube do Porto recebe o Benfica, líder isolado com cinco pontos a mais, mas com baixas importantes. Há que aproveitar! O Estádio do Dragão vai estar cheio. É uma confirmação feita pelo Futebol Clube do Porto a mais de 24 horas antes do encontro. Também foi dada uma indicação de que haverá controlo reforçado dos lugares anuais. Um passo importante numa longa caminhada pelo cumprimento das regras. Se pelo menos não avistar um cachecol vermelho na minha bancada, já ficarei satisfeito, algo que não tem ocorrido pelo menos desde 2012. Do outro lado, literalmente, espero 2.500 visitantes demasiado ruidosos. Sim, porque, de onde estão, têm vantagem. Até em casa temos de remar contra a maré... 


O Presidente do Futebol Clube do Porto lançou um importante repto na Assembleia-geral:

"Se não existirem profissionais do assobio, nós vamos ganhar ao Benfica."


Concordo. O agrado ou desagrado fica para o fim do jogo. No domingo, mais do que nunca, é exigido apoio total. Apelo a que todos dêmos o nosso melhor, na esperança de que os nossos representantes também o façam. Quereis respeito? Quereis a glória? Quereis o título? Então teremos de ir com tudo.


Crente. Portista


Por quanto espera ganhar? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Economato: Relatório e Contas, época 15/16 (parte II: o preço da aprovação)

Consulte as contas AQUI e o resultado da votação AQUI.

Obviamente que o timing desta publicação é oportuna e peca pela falta de inocência. Em abono da verdade, esta é a oportunidade perfeita para tal. Não pelo sentido da informação, mas pelo castigo que esta traz. A Assembleia-Geral de ontem, dia 3 de Novembro de 2016, tratou com especial foco o Relatório & Contas do Futebol Clube do Porto. Tanto as contas individuais, como as consolidadas foram aprovadas por larga maioria. Disso também não tinha dúvidas. Os sócios do Futebol Clube do Porto apareceram em número suficiente para compor e praticamente lotar o Auditório habitualmente designado para o evento, e o novo Presidente da Mesa da Assembleia Geral ditou que se votassem ambos os documentos em simultâneo. Por isso, o resultado igual. 

Em abono da verdade, pouco ou nada poderia ser feito. As contas já estavam "feitas", não se iriam "desfazer" agora. Acima de tudo, o voto legitimava a estratégia que as criou. Já foi possível analisar, durante a parte I, os traços gerais do documento, com foco na SAD. Tempo agora para deixar escrito o esmiuçar de certos pormenores que cerca de 68% dos sócios presentes no Auditório do piso -3 aprovaram e se demonstraram-se coniventes e solidários.

Do ponto de vista consolidado, o Futebol Clube do Porto apresenta um prejuízo de 50.433.068,00€. Mas como se chega a isto tudo? Existem pequenos pormenores que acabam por ser "pormaiores" nestas contas. Foi muito badalado o tema das remunerações. Já em Outubro de 2014, em Assembleia-geral extraordinária para aprovar a Operação EuroAntas, Fernando Gomes indicou que o caminho era a redução de custos. Ora, desde a necessidade óbvia de um aumento de capital, o Futebol Clube do Porto tem (ou teve) Iker Casillas, Maxi Pereira, Julen Lopetegui, Tello, Osvaldo e Corona, entre outros. Tudo intervenientes que engordaram de forma abrupta a rubrica dos custos com pessoal. Dois anos após fazer exactamente o inverso, invoca-se novamente a intenção de recuar?? Vão enganar outro... 

Mais do que o presente, existe um preço a pagar no futuro. Existe obviamente a venda de jogadores, que já é natural na estratégia da SAD do Futebol Clube do Porto. Fernando Gomes deixou cair, sem querer, que em Janeiro é possível que isso já aconteça, numa antecipação do inevitável. Mas a hipoteca do futuro e o preço a pagar não se esgota por aí. O preço a pagar são as comissões de mais de 15.000.000,00€ a um quarteirão de entidades, valores recorde a nível nacional e que castigam o resultado líquido final. O preço a pagar é a antecipação de 10.000.000,00€ da PT Altice, de 13.370.000,00€ do Stoke pela transferência de Imbula, de 7.450.000,00€ do patrocínio da MEO, tudo empréstimos novos que, aliados à operação de factoring de 4.200.000,00€ devido patrocínio com a UNICER (que, em Abril, o Presidente do Futebol Clube do Porto proferiu um enorme auto-elogio sobre isso) hipotecam receitas que financiariam a operação futura. Essencialmente gastar hoje o dinheiro de amanhã. É este o preço a pagar.

Quanto ao orçamento, e isto falando apenas da SAD, escuso de proferir qualquer comentário, dado que é bem possível que todas as previsões saiam furadas. Afinal, já aconteceu anteriormente. Não necessariamente porque o Futebol Clube do Porto ficou aquém das metas, mas porque mudou a política a meio da execução, razão pela qual sigo céptico em relação à proposta da Administração. 

Não queria deixar de comentar, ainda que de forma breve, as contas apresentadas e aprovadas pelo Clube. Falo apenas do Clube, com o Futebol à parte. Focando apenas no Clube, o Futebol Clube do Porto está bem e recomenda-se. Apanhou com o rombo da SAD, é verdade. Mas, descontando isso, o Clube em si apresenta bons resultados, gestão cuidada e equilibrada e uma aposta positiva nas modalidades e em várias frentes. Sempre confessei que não sigo as restantes modalidades da mesma forma que sigo o Futebol. No entanto, é fundamental exaltar esse bom resultado financeiro, que assim possibilita, em 2016/17, uma aposta inequívoca na competitividade dos representantes do Futebol Clube do Porto no Andebol, no Basquetebol, no Bilhar, no Boxe, no Ciclismo, no Hóquei, na Natação e no Desporto Adaptado. Gostaria de ter aprovado esse Relatório & Contas. Devido ao decorrer dos trabalhos que a Assembleia-Geral, não me foi possível fazê-lo.

Nota para o decorrer global dos trabalhos da Assembleia-Geral. Evidentemente que a grande maioria dos detalhes terão de ficar com quem fez o esforço de estar presente. Os trabalhos decorreram de forma relativamente calma e ordeira, fora um ou outro episódio menos equilibrado, de menor importância e que acontecem neste tipo de eventos. Houve opiniões para todos os gostos e feitios, e é assim que deve ser. É para isso que serve o espaço, e os sócios muito bem o utilizam. Considero, no entanto, fundamental passar uma mensagem inequívoca: Fernando Gomes está de pedra e cal no Futebol Clube do Porto e totalmente de acordo com os resultados apresentados. Admite o desastre, mas assume-o com a restante direcção e administração, na busca por um resultado melhor esta temporada. No entanto, tal como anteriormente tinha revelado, rejeitou 95.000.000,00€ por Danilo, Herrera e André Silva, mas foi o Presidente do Futebol Clube do Porto que teve de explicar, ainda que de forma principesca e atabalhoada como se chegava a esses valores. Além disso, do Presidente do Futebol Clube do Porto existem duas citações fundamentais que são necessárias publicitar. Aos sócios presentes, as minhas sinceras desculpas. Mas tem de acontecer. Não é possível dizer dentro de portas uma coisa e fazer-se fora de portas outra, deixando só para alguns a verdade.



"Em relação ao Futebol, há muito tempo que não via um grupo tão identificado com os valores do Futebol Clube do Porto. E esse é um trabalho que é feito dia-a-dia, e que tivemos que encarar de frente, porque de facto reconheci que estava-se a perder um bocadinho dessa honra de ser do Porto, de ser um jogador à Porto".

"O que vos posso garantir já no domingo é que o Futebol Clube do Porto vai entrar (em campo) só com um pensamento: ganhar. Só com um objectivo: ganhar. E só admitimos ganhar". 


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Um abraço.

A justificação para a questão dos equipamentos, muito bem levantada na AG.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"3 pontos, 1,5M€ e o credo na boca": Futebol Clube do Porto 1x0 Club Brugge KV (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Nossa senhora... Escapámos de boa, mas seguimos em frente com um objectivo ainda por lutar. O Futebol Clube do Porto conquistou uma vitória magra, mas valiosíssima para garantir um lugar na próxima fase das competições europeias e seguir na luta por um lugar nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Suada, dura e arrancada a ferros, mas ganhámos!! Vamos ao filme...

Nuno Espírito Santo acreditou que poderia fazer melhor do quem em Setúbal com praticamente os mesmos. Por isso, apenas deu a oportunidade a Maxi Pereira de render Layún e ser o dono de TODO o corredor direito. Gostaria também de destacar alguma jogada de perigo do Futebol Clube do Porto, mas tivemos de esperar até ao momento em que Wesley fez Casillas brilhar, perto do minuto 25, para que o Futebol Clube do Porto desenhasse uma jogada de perigo. Até àquele momento, apenas ameaças de ameaças, e nenhum remate enquadrado. Óliver ainda interceptou com o braço de forma clara no canto subsequente, mas o momento de viragem aconteceu. Na ressaca de um canto, Felipe ficou perto de inaugurar o marcador, mas acertou no guarda-redes Butelle. Depois foi Alex Telles, a partir da bola parada, a acertar no poste. Faltou sorte nesse momento... A sorte que não fugiu a André Silva. Na sequência de um canto, o avançado Português respondeu de cabeça no primeiro poste. A bola bateu ainda num adversário, que assim enganou Butelle e o marcador mexeu. Pouco mais ocorreu até ao intervalo.

Números da primeira parte. Mais Futebol Clube do Porto. Fixe bem esta realidade, mas comparação mais abaixo.

Primeira parte de controlo do Futebol Clube do Porto, mas com poucas ideias e perigo reduzido e equilibrado para as duas balizas. A vantagem do Futebol Clube do Porto justificava-se pela maior iniciativa e pelo quarto de hora final bem mais perigoso.


Um desvio de sorte, milionário e muito bem-vindo.


Para a segunda parte, voltaram os mesmos onze, mas com três em aquecimento, já a adivinhar o que estaria para vir. Isto porque o Futebol Clube do Porto voltou a não entrar da melhor forma. O ascendente parecia estar do lado do Club Brugge. Nuno Espírito Santo pedia calma aos seus jogadores, mas o minuto 61 trouxe um momento de stress no Estádio do Dragão, com André Silva a cair na área. Talvez como no primeiro tempo, o árbitro deixou passar. Héctor Herrera saiu para a entrada de Rúben Neves. Além da instrução a Diogo Jota para abrir bem à direita, com o médio Português em campo, o radar de passe aumentou. Rúben lançou Maxi em velocidade, que na linha de fundo, escolheu cruzar atrasado, mas sem o melhor seguimento a partir daí. Corona foi o seguinte a ser chamado, para entrar ao minuto 71 para o lugar de Diogo Jota. Com sangue novo em campo, o Futebol Clube do Porto reapareceu na partida. Alex Telles de um lado e Corona do outro procuraram "cruzar rematando". Infelizmente, o perigo iminente não passou disso. Houve possibilidade para matar o jogo. Como não aconteceu, o Club Brugge, campeão da Bélgica e actual 5º classficado da sua Liga doméstica, e último, sem qualquer ponto no grupo da Liga dos Campeões, viu a oportunidade e cresceu novamente, encostando o Futebol Clube do Porto às cordas. E nós aguentámos como soubemos, cortando lado, aliviando acolá... Saímos do Estádio do Dragão com o credo na boca, mas ganhámos!


(+)

Casillas: Um par de defesas novamente decisivas por parte do espanhol, que acompanha uma defesa muito sólida e pouco dada a brincadeiras ou a distracções.

Felipe, Marcano  e Danilo: Outra fantástica prestação da tripla defensiva. Seguros, concentrados e sérios. Além disso, ainda ajudam em momentos ofensivos. É um trabalho muitas vezes pouco denotado, mas que merece um enorme elogio. E bem precisamos que continuem assim.

(-) 


Herrera: ... já não há palavras.....

Óliver: Boas trocas com Otávio em determinados momentos, mas, quando as coisas não saem bem, há que simplificar e entregar a outros mais inspirados. Um pouco mais de apoio poderia ajudar a resolver algumas precipitações. 


Uma ponta de sorte muito bem-vinda.

Nuno Espírito Santo decidiu guardar os seus dotes de desenho para outro momento, mas as suas escolhas merecem novo comentário. Voltou a errar na estratégia de abordagem à partida, que produziu uma exibição sólida atrás, inconsistente a meio, e pobre na frente, mas soube corrigir com as alterações. Perante o impasse no marcador, apostou na contenção. Embora seja vergonhoso ter de defender um resultado magro, em casa, frente ao Club Brugge, conseguiu o objectivo e segurou os três pontos. Ou seja, o mais importante! O sector defensivo mostra-se novamente muito sólida. Certamente que o Treinador do Futebol Clube do Porto terá quota-parte de responsabilidade neste sucesso defensivo. 



Os números da partida não escondem o fraco jogo, mas os sete pontos de vantagem para este adversário deixam-me muito satisfeito. Com este resultado, é possível ter esperança e lutar. Nota para o ambiente do Estádio do Dragão. Fiz um apelo claro a um Dragão benevolente, capaz de perdoar o passe errado, o remate sem nexo, a perda de bola amadora. Porque é isto meus caros. É com isto que vamos lutar. Esqueçam a construção, o crescimento ou a evolução da equipa. Aonde formos, vamos com isto. Cabe a quem está na bancada de injectar os escolhidos, normalmente repetidos, com um "extra" de motivação que neste momento não existe. Esta partida foi um excelente teste para tudo isso. E creio que falhámos. Assobiámos, insultámos, apupámos. E sempre que abriam a boca, os belgas abafavam tudo. Domingo seremos mais. Mas vem aí o líder. Que, sem jogar melhor que nós, vai continuar líder isolado seja de que maneira for... Uma coisa é certa: os escolhidos vão entrar com o peso do mundo em cima dos ombros.. 

Duas notas muito importantes. Primeira para a Assembleia-geral de hoje, crucial para os destinos do Nosso Grande Clube, e que exigem a presença de todos, a fim de se encher novamente o Auditório do Piso -3. Depois para a renovação de Otávio. Nos tempos que correm, é importante questionar todos os pequenos pormenores deste negócio (prémio do empresário, quem intermediou, alienamos alguma parte do passe, dia oportuno para publicitar essa renovação). Mas o resultado final aponta para um futuro seguro para o Futebol Clube do Porto e para Otávio: 60.000.000,00€ de cláusula de rescisão e contrato até 2021. O resto é melhor nem dizer nada, para não estragar... 


Crente. Portista.


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Um abraço.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

"Um Dragão benevolente, uma direcção viva": Futebol Clube do Porto vs Club Brugge KV (antevisão)

Jogo marcado para quarta-feira, 02 de Novembro, com início às 19h45. Transmissão SportTV.

Mais um momento do "quem sabe alguma coisa, ou nada. O Futebol Clube do Porto recebe o Clube Brugge no Estádio do Dragão duas semanas depois de uma vitória tangencial na Bélgica e na ressaca do nulo em Setúbal. Nuno Espírito Santo tem novamente todo o plantel à disposição para o primeio de dois jogos em casa numa semana, que se avizinham decisivos.

Aposto no seguinte onze:



De Nuno Espírito Santo e dos seus esquemas já se fala demais. Aliás, com ele, é mais paleio do que outra coisa. E duvido que aprenda com a partida fora de casa. Por isso vai ser tudo igual. Há que dar destaque a algo mais importante para o confronto com os belgas. Creio que todos nós, e quando digo nós falo de todos os que irão ao Estádio do Dragão, teremos um papel decisivo no resultado desta partida. Desta, e da próxima. Mas falemos só desta. Teremos um onze escolhido sem grandes surpresas, com a mesma estratégia, mesma forma de pensar, mesma maneira de abordar a partida, mas que entrará como se a relva fosse brasa. A pressão será máxima, pois sabe que não pode pecar e sabe da exigência que vem da bancada. Por isso fica o apelo ao Estádio do Dragão. Desta vez, uma maior benevolência. Para quando o Herrera falhar um passe, para quando o Alex Telles falhar um cruzamento, para quando o Marcano falhar um chuto longo, para quando o Brahimi falhar uma finta. Eles estarão ainda mais nervosos do que nós, com toda a certeza. Vamos fazer o nosso papel, na esperança que eles façam o dele. Porque somos bem melhores do que os belgas. Mas há que o provar lá dentro. Com tudo.

Capa do Jornal de Notícias, dia 1 de Novembro de 2016

Nota extremamente importante para a entrevista do director-geral Luís Gonçalves ao Jornal de Notícias. Mais vale tarde que nunca? Nada disso, só espero é que não seja tarde demais. O Presidente do Futebol Clube do Porto passou pela primeira vez (pelo menos que me lembro) a batuta da comunicação a um outro elemento-chave da estrutura do Futebol Clube do Porto. E foi acutilante nas palavras que utilizou. 


“O F. C. Porto, em nove jogos, foi prejudicado em oito penáltis. São penáltis a mais para uma equipa só. Parece que os árbitros, quando vão apitar os nossos jogos, já estão condicionados a não marcar penáltis a nosso favor. Começa a ser um problema complicado. Os jogadores sentem que as decisões não têm sido corretas e os nossos associados também. Não estamos a ser tratados como deve ser e é hora de dizer chega!" 

"A maior parte dos árbitros são inexperientes. Eles têm de perceber que marcar penáltis a favor do F. C. Porto não os diminui. Não têm de ter medo de os assinalar. Se são penáltis e são claros, têm de os marcar. Ou só têm dúvidas quando apitam o F. C. Porto? Essa é a minha dúvida, que espero ver esclarecida sem demorar muito tempo” 

Parece que finalmente alguém decidiu dar a cara e falar. Não é tudo. Mas é qualquer coisa. Assim, pelo menos, é possível avançar. É possível crescer. É possível ganhar.


Crente. Portista.


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Um abraço.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal OJOGO, 31 de Outubro de 2016

No blog Porta 26 é feito um esforço titânico para não se falar de arbitragem. É uma tema que, por muita importância que tenha, não gosto de falar. Deixo isso para quem é especialista, que há muitos por aí. É política da casa favorecer o tema das contas e, mal vi esse nome numa capa de um jornal desportivo, foi rápida a reacção e a vontade de escrutínio. Claramente fui ao engano... 

Não é o maior destaque da capa, mas salta bem à vista...

Tanto ao intervalo, como no fim da partida em Setúbal, os jogadores do Futebol Clube do Porto rodearam o árbitro da partida em busca por explicações perante as suas soberanas decisões. Talvez em busca por mais tempo de compensação, dado o exemplo de clubes da capital que não aceitam menos de meia dúzia. Mas a escolha editorial aponta para uma análise global dos pontos perdidos à custa do apito: 16!!. O foco especial vai para as grandes penalidades por assinar apenas durante o ano civil de 2016. OJOGO conta 8 lances que recolheram unanimidade. Destas 8, segundo o  jornal, 5 tiveram influência no resultado. E existem casos já muito badalados, como Arouca, Tondela ou Paços de Ferreira, partidas onde o Futebol Clube do Porto praticou exibições manifestamente deploráveis, mas cujos resultados negativos poderiam ter sido atenuados caso o apito não quisesse tirar partido da situação para se destacar. Setúbal foi apenas mais um local para isso. 


E direcção? E administração? Nada...


Outro facto, a meu ver mais importante, é a reacção ao assalto constante. O Treinador do Futebol Clube do Porto é o único que é capaz de falar do apito. Vitor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui... Até José Peseiro, outro manso, e que raramente toca no assunto, chegou a falar do apito. Mas quem bate recordes é Nuno Espírito Santo. O problema é que isso não pode ser surpresa para ninguém. NES não tem esse perfil e todos sabiam disso. Se estavam à espera que ele assumisse essa responsabilidade, cometeram um erro fatal. O Dragões Diário, que confesso que já não leio com a frequência de outrora, é o meio mais utilizado para tal. Na época 2016/17, as redes sociais juntaram-se à festa, e bem, na minha perspectiva. O problema é que assim só fomenta o debate, já de si muito inflamado, nestas plataformas. Ninguém fala nos meios de comunicação social sobre o roubo que se faz ao Futebol Clube do Porto, e só e apenas porque NINGUÉM da "estrutura" do Clube ou da SAD DÁ A CARA! Tem de ser sempre o treinador. E o treinador é para treinar, não é para reclamar do que quer que seja.   

Já foram várias as vezes em que o Futebol Clube do Porto ficou calado e nem sequer reagiu ao assalto constante do apito. Desta vez, existe alguma reacção, mas, a meu ver, volta-se a pecar pelo canal escolhido e pelo emissor da reacção. Perde-se a conta à quantidade de vezes que clubes da capital utilizaram jornais como meio de comunicação e influenciador de opinião, mas sempre complementaram a sua política de choro em frente às câmaras, e de forma constante no seu próprio canal. No caso específico do Futebol Clube do Porto temos um Presidente que sempre chamou a si a responsabilidade da comunicação e que muitos dizem nunca se ter escondido... Alguém o vê? Não, desta vez preferiu o conforto da imprensa escrita em vez de aparecer. Por isso, faço um apelo: Presidente, se não está capaz de o fazer, passe essa responsabilidade para outro. Caso ainda não tenha reparado, outros tentaram imitá-lo, e falharam. Por isso, passaram a bola a outros e agora estão melhores que nós. 

O apito erra e irá sempre errar. Porque é globalmente mau. O campeonato é uma corrida e os erros do apito não são um caminho de empedrado do século passado, mas sim como um caminho inclinado que só favorece quem o passeia de vermelho. Porque o apito é influenciado e será sempre influenciável. Quer sejam amadores ou profissionais, se lhes for possível levar a família a jantar sem pagar, jamais irão rejeitar. A integridade da classe já foi há muito. 

Resta-nos ser melhores. Muito melhores do que os adversários para ganhar. Não há outra possibilidade. Porque já sabemos que, se Fábio Veríssimo visitar o Estádio do Dragão este domingo, é para vermos novo episódio desta história. 

Estamos mansos, Rodolfo... E assim mansos não vamos lá.


Descrente. Portista. 


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Um abraço. 


Uma foto publicada por FcPorto•SuperDragoes•Porto (@macacolidersd) a
De Canidelo para o mundo, com centro de operações em Canelas. É bom que João Pinheiro não seja talhante...

domingo, 30 de outubro de 2016

"Onde andas Jorge Nuno?": Vitoria FC 0x0 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

O apito final de João Pinheiro no Bonfim originou um conjunto de emoções que simplesmente proibiu qualquer escrita. O perfeito estado de ebulição, não permitia no momento qualquer processamento. Exigia-se tempo. Porque, quando se escreve, é necessário tomar uma posição sólida e clara. A escrita de electrocardiograma não ajuda em nada. E há tanto por dizer... Mas primeiro o filme do jogo, porque o Futebol Clube do Porto empatou em Setúbal, algo que não acontecia desde 06 de Outubro de 1997. Do ponto de vista histórico, os três pontos eram quase uma garantia no Bonfim. Só que não. 

A partida começou à Futebol Clube do Porto: lenta. Mas a iniciativa moraou do lado forasteiro, como sempre. O Setúbal não entrava na área do Futebol Clube do Porto, que conseguia chegar ao último terço, mas sem o engenho necessário para criar uma verdadeira chance de golo. O primeiro momento de esperança surgiu com uma bicicleta de Felipe, já depois do quarto de hora, mas Bruno Varela amarrou sem problemas. Depois foi André Silva a ver o seu remate interceptado, cenário que ocorreu várias vezes. A verdadeira oportunidade surgiu nos pés de Óliver, marcavam 25 minutos. Isolado por Diogo Jota, hesitou e deixou Bruno Varela intervir. Depois foi Diogo Jota a cabecear muito perto da baliza. O Futebol Clube do Porto explorou com maior insistência a largura, mas era no meio que as coisas se podiam resolver. Herrera tentou com o pé esquerdo. Como a bola veio, a bola foi, e o seu remate saiu ao lado. A ameaça pairava sobre a baliza de Bruno Varela, mas o nulo resistia ao intervalo.

Primeira parte de sentido único a favor do Futebol Clube do Porto, com um par de oportunidades claras, mas uma tremenda falta de pontaria e eficácia dentro de um jogo globalmente fraco para a qualidade individual dos intervenientes de preto.


Os números Goalpoint.pt ilustram bem o que se passou na primeira parte

É apanágio de Nuno Espírito Santo iniciar as duas partes com os mesmos onze. E assim o fez. E o que é facto é que nada mudou. André Silva foi o primeiro a avisar. Mas o minuto 54 traz a melhor oportunidade. Otávio faz a bola pingar na cabeça de Diogo Jota, que não consegue desviar a bola de Bruno Varela. Que perdida! Foi aquele momento de "epá não sei se ganhamos". A hora de jogo trouxe a primeira mexida, com troca de mexicanos. Corona entrou para o lugar de Herrera. Assumiu-se finalmente o 4-4-2 em pleno. Mas, sem a eficácia desejada, Nuno Espírito Santo fez dupla troca, com Diogo Jota e Óliver a darem lugar a Brahimi e Rúben Neves. E trocou novamente o desenho. Dois atrás e três irreverentes no apoio a André Silva. O minuto 77 traz um fora-de-jogo bem assinalado a Fábio Cardoso, que introduziu a bola na baliza, depois da cobrança de um livre que nem devia ter existido. O golo foi bem anulado, mas deu esperança ao Setúbal, que conseguiu partir o jogo nos últimos minutos, e viu, no seu minuto 84, o momento chave do protagonismo de terceiros. Otávio foi carregado na área por Vasco Fernandes, mas Jorge Pinheiro decidiu ao contrário e mostrou cartão amarelo ao brasileiro do Futebol Clube do Porto. Momento "facepalm" da partida. Nesse momento foi-se tudo: o discernimento, a organização e dois pontos.


(+) 

Felipe: Na falta de um elemento ofensivo que se destaque, há que falar da boa exibição do defesa-central do Futebol Clube do Porto. Impediu com eficácia as raras chegadas do adversário ao último terço do terreno e tentou fazer de avançado por várias vezes. Pelo menos tentou... Escapou a sanção disciplinar quando atinge a cara de adversário que não vê a chegar.

Danilo: Outro que tal. Recuperou bolas, interceptou e desarmou como ninguém na hora de defender. Está firme, está seguro, está... comendador. O problema está mesmo para a frente. Imagine-se só se o Futebol Clube do Porto tinha um par de lapsos de concentração no sector defensivo... 

Adeptos: A curva esteve em peso no Bonfim. Fizeram sentir a sua presença de princípio a fim, e não tiveram o que mereciam. Esses nunca tiveram dúvidas sobre o que fazer, como fazer, ou com que intensidade. Foi prego a fundo durante hora e meia. E será prego assim quarta-feira e domingo. Disso não tenho dúvidas.


(-)  

Herrera: O mexicano é o sintoma mais proeminente do vazio que é a estratégia implementada por Nuno Espírito Santo. Do ponto de vista individual, cortou, desarmou, interceptou e reiniciou jogadas. Mas, a partir daí, é um marasmo completo. Isto porque não alcança uma concordância entre o que sabe fazer e o que parece lhe ser pedido. E isso não é culpa de quem vai lá para dentro, mas sim de quem o escolhe. 

Jorge Nuno Pinto da Costa: Onde anda, Presidente? Vidas pessoais não são para aqui chamadas. Aponto a minha crítica a si em particular, pois acredito que o meu velho Jorge Nuno Pinto da Costa nunca falharia de forma tão consecutiva na escolha de treinador do Futebol Clube do Porto, não permitiria este tipo de registo dentro de campo por tanto tempo, nem sequer deixaria acontecer esta arbitragem e ser manso perante ela. Noutros tempos, o apito já estava na boca e o braço apontado para a marca antes do Otávio chegar ao chão. E com toda a razão! Porque foi penalty! E o árbitro viu. Se não assinalou, foi porque não quis. O que mais me entristece é o estado que influencia tudo o resto, seja a equipa, o adversário ou apito. É que hoje o Futebol Clube do Porto não é respeitado nem mete medo a ninguém. É manso... Quem realmente fomentou o nível de reputação que um dia alcançámos, hoje deixa escapar todo o seu trabalho de décadas pelas mãos sem compreender que já não é capaz de o segurar ou recuperar. Qual profecia a frase que foi dita durante a Gala dos Dragões de Ouro, na passada segunda-feira: 


"Rigor, Competência, Ambição e Paixão. São estes os quatro pilares. Se um destes falhar, tudo pode ruir. Todo o trabalho de décadas que se tem construído pode cair."  

De forma deliberada, Jorge Pinheiro não quis assinalar esta grande penalidade. Onde vai gastar o voucher?


Exibição boa ou má, queria os três pontos como tudo! Mas nem isso... Evidentemente que o ponto mais fraco da exibição de ontem foi a eficácia. Das poucas vezes que conseguimos alvejar a baliza contrária faltou o critério necessário e um pingo de discernimento e acutilância. Aquela assertividade que advém de uma confiança intrínseca, e não estimulada por palmas ou assobios da bancada. Do banco vieram alterações, mas sem consequências positivas. Nuno Espírito Santo mexeu tarde e sem eficácia, originando nova questão grave: Depoitre foi escolha tua? Acho que já toda a gente percebeu que demonstra pouco futebol. Mas será que foi opção para Nuno? Será que Nuno escolheu Depoitre a dedo? 


Por muito penalty por assinalar, três remates à baliza é pouco para o Futebol Clube do Porto. Foto original

Se a recepção ao Club Brugge será uma final, o Futebol Clube do Porto acrescentou novo jogo decisivo no domingo seguinte. Na sexta-feira, um empate frente ao líder não seria uma catástrofe. Era mau, mas não uma catástrofe. Hoje é. E uma derrota é um abandono a qualquer aspiração. Por isso, o Futebol Clube do Porto entrará novamente no Estádio do Dragão em brasas.  Eu obviamente estarei lá. Não fujo. Porque há que estar presente. Para apoiar durante e para no fim reagir, ora através do aplauso, ora através do assobio. No assobio não me apanham, fruto da falta de arte. 


Desanimado. Portista.


O que achou desta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

sábado, 29 de outubro de 2016

"Um Porto resultadista?": Vitoria FC vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Partida marcada para sábado, 29 de Outubro, a partir das 18h15. Transmissão Sport TV.

À procura de um mês com resultados perfeitos, o Futebol Clube do Porto desloca-se ao Estádio do Bonfim para defrontar o Vitória de Setúbal em mais uma partida a contar para o campeonato. Nuno Espírito Santo tem todo o plantel à disposição e segue em busca de novo triunfo, que seria o 5o consecutivo alcançando o pleno no actual mês de Outubro. 


Aposto no seguinte onze:



Um Futebol Clube do Porto em 4-3-3... por favor. Capaz de mandar no jogo, rapidamente assumir o controlo do encontro, encostar o adversário ao último terço, com arte, com largura, com agilidade de processos. E, no fim, uma vitória. Se tudo isto que descrevi no meio não se passar, mas somarmos mais três pontos, óptimo na mesma. Porque tem sempre muita piada ver adversários directos perder pontos... se, claro, ganharmos! E estamos obrigados a ganhar, dê por onde der, DOA, a quem doer...

O Futebol Clube do Porto joga um importante confronto a contar para a Liga dos Campeões. Mas Nuno Espírito Santo foi bem claro durante a conferência de imprensa de antevisão à partida: nem quer ouvir falar disso! E com razão! Primeiro o Setúbal. 

Nota para a chatice que é pagar a espanhóis. Além do salário imensamente gordo de Casillas, ainda temos de pagar a Lopetegui. Meus caros, tendo em conta quem nos lidera, habituem-se. O orçamento e as contas são rapidamente esquecidas e colocadas em segundo plano. Tudo normal...


Crente. Portista.


O que espera desta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço."

domingo, 23 de outubro de 2016

"Sentido único": Futebol Clube do Porto 3x0 FC Arouca (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Debaixo de uma chuva intermitente, mas castigadora, o Futebol Clube do Porto não aquaplanou e derrotou de forma convincente o Arouca, numa partida de sentido único e metade do relvado para alugar. Otávio e André André foram baixas nas escolhas de Nuno Espírito Santo, com o lugar do brasileiro no onze a ser ocupado por Corona, e que entregou toda a ala esquerda a Alex Telles, com Óliver e Diogo Jota em apoio. Vamos ao filme.

Desde cedo o Futebol Clube do Porto demonstrou que quis resolver a partida rapidamente. Corona foi o primeiro a criar perigo. Se num primeiro momento o mexicano perdeu-se pela linha de fundo, ao minuto 5 passa por dois adversários mas só consegue acertar no poste, sem que a segunda bola sorria para nenhum jogador do Futebol Clube do Porto. Do outro lado, foi Óliver a ser servido por Herrera. Perante Bracalli, permitiu uma excelente defesa do guarda-redes do Arouca. A atitude pressionante e positiva persistiu, com um Arouca apenas preocupado em reter o marcador no nulo. O Futebol Clube do Porto continuou a pressionar o Arouca, mas faltava um momento de finalização capaz de fazer mexer o marcador. Ao minuto 34, Diogo Jota fez tudo bem e, já com Bracalli fora do lance, foi Jubal que cortou em cima da linha. Pouco depois, Marcano apenas penteou a bola no cabeceamento e este saiu ao lado. Ao minuto 43, chega finalmente o golo. Gégé cortou de forma deficiente um cruzamento de Layún, que Diogo Jota aproveitou, nas costas, para servir André Silva. Com tempo e espaço, o melhor marcador do Futebol Clube do Porto deu hipótese nula a Bracalli e inaugurou o marcador. Mesmo em cima do intervalo, Diogo Jota teve nos pés o 2-0, mas o remate sai ao lado.



Sorte, noção e engenho no golo. 


Vantagem justíssima do Futebol Clube do Porto ao intervalo, que parecia que não ia aparecer dentro da primeira parte. Casillas foi um espectador durante o primeiro tempo e o resultado poderia estar bem mais dilatado.



Querem mais domínio do que isto? Estatísticas Goalpoint.pt

Para a segunda parte, Nuno Espírito Santo confiou na mesma estrutura, mesmo considerando um Corona condicionado dada a agressividade contrária. O Arouca esboçou por momentos uma tentativa de reacção, mas o Futebol Clube do Porto rapidamente tomou conta da partida. Em contra-ataque, faltou definição a Diogo Jota. Logo a seguir, André Silva chutou por cima. Já Óliver teve mais, mas não melhor pontaria, e acertou na figura de Bracalli. Ao minuto 58, Vitor Costa empurrou André Silva dentro da área, mas o árbitro Manuel Mota deixou passar. O minuto 65 trouxe uma dupla alteração, com Brahimi e Rúben Neves a entrarem para os lugares de Óliver e Corona. A cerimónia em frente à grande área fez com que nem Brahimi, nem Diogo Jota nem Herrera conseguissem rematar. O resultado estava à justa, mas a intensidade global diminuiu com o passar do tempo. Brahimi procurou o seu tento, mas encontrou oposição na altura do remate. Já ao minuto 78 procurou isolar André Silva. O corte é feito na altura certa mas a bola sobrou para Diogo Jota. Desta vez este procurou a cabeça do colega que, sem Bracalli na baliza, fez o segundo da partida e da conta pessoal. Outra tranquilidade e outra justiça com o 2-0 no marcador. A salva de palmas para o "actor secundário" da partida foi mais do que merecida quando saiu para dar lugar a Silvestre Varela. O jogo não podia terminar sem que Brahimi conseguisse o seu momento de glória. Casillas encaixou um cruzamento sem sentido e disparou para o argelino que recepecionou, cortou para dentro, passou por dois adversários e disparou sem reacção de Bracalli. Um momento egoísta e de classe do argelino que resultou no 3-0 final.



Sobras? Foi o prato favorito desta dupla frente ao Arouca.

(+)

André Silva: "O meu trabalho é marcar golos" disse o avançado do Futebol Clube do Porto após a partida ao fcporto.pt. E cumpriu-o da melhor forma. Máxima eficácia frente a Bracalli. Por isso, o melhor em campo.

Diogo Jota: No meio de um jogo esforçado mas inconsistente do ponto de vista táctico, o Português brilha no oportunismo e na dupla assistência a André Silva. Por momentos pareceu perdido em campo e com necessidade de recuar, mas sem receber jogo. De toda a maneira, o seu registo no campeonato seguiu positivo. 

Corona: Desde o primeiro minuto, e enquanto durou, foi o jogador mais irreverente. A parceira com o seu compatriota Layún e uma ala direita muito explorada permitiu-lhe ser protagonista, exigiu mais tempo de utilização.

(-)

A aula de Educação Visual de NES: Não quer discutir o conteúdo dos seus sarrabiscos, ou da sua tentativa de aula. Um show digno de Toni ou de Vitor Pereira em terras do Médio Oriente. Faço apenas uma apelo: menos paleio, e mais FUTEBOL!!! Aquele tipo de discurso só tem é de ficar no balneário e nunca saltar cá para fora, a não ser talvez no Museu, como um exemplar do trabalho de AVB agora reside. Mesmo depois de uma vitória convincente, a quarta de seguida e a liderança à condição, este é o momento em que acredito menos em Nuno Espírito Santo. Não, Nuno... Não. À frente dos jornalistas não.


Show?? Só dentro do relvado. Brahimi e Corona deram-no, por exemplo.  


Menos paleio, e mais Futebol, por favor. Vamos a isto? Frente ao Arouca, Nuno Espírito Santo teve mais intensidade e intenção nos primeiros minutos, e rapidamente poderia ter resolvido a partida. A estratégia parecia semelhante, mas com uma nuance fundamental. Desta fez foi Alex Telles a não ter companhia certa, com Óliver e Diogo Jota a preencher o espaço vazia do lado esquerdo do ataque, jogadores que compreender o que é fazer a posição, coisa que não acontece com Herrera, André André ou mesmo André Silva, que continua a correr demais para um goleador. NES pede a este onze algo que sabe fazer e que sente confortável em executar. Verificou-se uma maior largura, entreajuda e cobertura do terreno, através de apenas uma alteração. No entanto, continuamos a verificar problemas graves na transição ofensiva em posse. Em diversos momentos do jogo, foi notória a distância entre Danilo Pereira, recuado entre os defesas-centrais com bola, e o restantes médios, que adiantavam-se sem pensar em ajudar na construção, só para depois terem de recuar, ou obrigar Diogo Jota a ser opção de passe curto. Um dos interiores terá forçosamente de perceber que tem de ficar mais perto para ajudar no transporte de bola. Isto treina-se, digo eu. Depois, os golos. E estes golos já não se treinam. Duas sobras e um rasgo de génio. Frutos de insistência e espírito, é certo. Mas bafejados por um ponta de sorte que não aparece todos os dias. E essa falta nós já sentimos na pele. Feliz, agradado, mas não descansado para o que aí vem. 


Atitude. Egoísmo. Classe. Futebol. Não é possível separar o bom do mau em Brahimi. Ou tudo, ou nada.

Hoje tinha de escolher um de dois caminhos. Ou entraria no comboio do empolgados para dizer que somos os maiores e que agora é que vai ser, ou escreveria de forma mais pragmática, alertando para os buracos que ainda existem na forma de jogar. Escolhi pender mais para a última, pois os adversários mais difíceis estão para chegar, não são cegos e certamente querem aproveitar as nossas fragilidades. E porque ainda há tempo para corrigir durante esta semana sem jogos que se inicia. Depois não há margem para tal, com a a deslocação a Setúbal, a crucial a recepção aos belgas e o clássico. Quero comprar bilhete para esse comboio o quanto antes, mas não me sinto seguro. No entanto, acredito que o meu embarque pode ainda chegar.



Adversário que pouco o foi. Estatísticas Goalpoint.pt

Crente. Portista.


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Um abraço.